O Vaticano anunciou em 28 de abril de 2025 que o Conclave para eleger o sucessor do papa Francisco, falecido em 21 de abril, começará em 7 de maio na Capela Sistina. A data foi definida durante a quinta Congregação Geral, reunindo cerca de 180 cardeais, dos quais pouco mais de 100 são eleitores, com menos de 80 anos. Seguindo a constituição apostólica Universi Dominici Gregis, o processo inicia após os nove dias de luto oficial, com a presença de todos os cardeais eleitores permitindo a antecipação do prazo máximo de 20 dias. O Conclave, cujo nome deriva do latim “cum clave” (fechado à chave), começará com a missa “pro eligendo Pontifice” na manhã do dia 7, seguida por uma procissão solene até a Sistina. Lá, os cardeais prestarão juramento, comprometendo-se a manter sigilo absoluto e a rejeitar interferências externas, antes que o mestre das Celebrações Litúrgicas pronuncie o “Extra omnes”, isolando os eleitores. A eleição exige dois terços dos votos, com até quatro escrutínios diários. Se não houver consenso após três dias, um intervalo de oração e reflexão será concedido. Fumaça preta indicará votações inconclusivas, enquanto a fumaça branca anunciará a escolha do novo papa. Após a eleição, o candidato aceitará o cargo, escolherá seu nome pontifício na “Sala das Lágrimas” e será apresentado ao mundo com o “Habemus Papam” pelo cardeal protodiácono, seguido da bênção Urbi et Orbi. Durante o Conclave, os cardeais, hospedados na Casa Santa Marta, não poderão se comunicar externamente, garantindo a integridade do processo. A duração é incerta, com especulações divididas entre um Conclave rápido, devido ao Jubileu em curso, e um mais prolongado, considerando a diversidade do Colégio Cardinalício. A eleição marcará o início de um novo capítulo para a Igreja Católica, sob os olhos atentos de milhões de fiéis.
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