--:--
--:--
  • cover
    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Divulgação / CBMSC

CBMSC encerra participação em simulado interestadual de resposta a desastres e se prepara para sediar próxima edição em Santa Catarina

Após três dias de atividades no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) encerraram a participação no primeiro Simulado Integrado de Preparação de Resposta a Desastres da Região Sul. O exercício reuniu aproximadamente 95 bombeiros militares de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Santa Catarina participou com 20 bombeiros militares, dois cães de busca e quatro equipes do Grupo de Resposta a Desastres (GRD), formadas por militares de diferentes regiões do estado. As equipes utilizaram equipamentos especializados e metodologias internacionais de resposta a desastres.

O cenário simulado

A atividade foi realizada no município de Arroio do Meio (RS) e reproduziu os efeitos da passagem de um ciclone extratropical fictício denominado “Aratimbó”, com cenários de colapso de estruturas, vítimas presas sob escombros e risco de deslizamentos de terra. O treinamento mobilizou equipes especializadas em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), intervenção em áreas deslizadas, gerenciamento de incidentes e operações com cães de busca, monitoradas em tempo real a partir do Posto de Comando.

Ao todo, foram mobilizados 95 militares em 24 equipes, além de seis binômios (cão e condutor). O exercício simulou o resgate de 47 vítimas e a recuperação de 15 corpos.

Preparação para o El Niño

O exercício ocorre em um momento de atenção dos estados da Região Sul aos possíveis impactos do fenômeno El Niño. Em Santa Catarina, o governo do estado assinou decreto relacionado às previsões climáticas para 2026, reforçando a preparação dos órgãos estaduais.

Com o encerramento das atividades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina passa a concentrar esforços na organização da próxima edição do exercício regional, que será realizada em julho, em Blumenau.

O subcomandante-geral do CBMSC, coronel Jefferson de Souza, afirmou que a operação testou a capacidade operacional da corporação e permitiu identificar oportunidades de aprimoramento dos processos. “O exercício foi planejado para colocar as equipes à prova em condições muito próximas às encontradas em situações reais de desastres”, disse.

Compartilhe