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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Reprodução/Yandex Imagens

Casos de hipertensão arterial disparam em Santa Catarina e superam média nacional

Santa Catarina registrou um crescimento alarmante nos atendimentos a pacientes com hipertensão arterial entre os anos de 2019 e 2023. Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o número de atendimentos saltou de 851.452 para 3.645.836 — um aumento de 328,2%, muito acima da média nacional, que foi de 107,76% no mesmo período.

Em todo o Brasil, os atendimentos passaram de 29,8 milhões para quase 62 milhões. O dado reforça a gravidade do cenário catarinense, onde 20% dos usuários cadastrados na Atenção Primária à Saúde são hipertensos.

Perfil dos atendimentos e impacto na mortalidade

A faixa etária entre 60 e 69 anos concentra o maior número de atendimentos por hipertensão no país. Em 2023, a doença foi responsável por 27,9% dos atendimentos às mulheres e 30% aos homens dessa faixa etária.

Caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea e estreitamento dos vasos, a hipertensão está diretamente associada a uma alta taxa de mortalidade. Entre 2010 e 2023, 6% dos óbitos no Brasil tiveram relação direta com a condição. A taxa de mortes por 100 mil habitantes subiu de 183,5 para 211,5 nesse intervalo.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revela que mais de 38 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais já foram diagnosticados com hipertensão, evidenciando um problema de saúde pública que exige resposta urgente.

Estratégias para enfrentamento

Diante do avanço da doença, o Ministério da Saúde definiu cinco estratégias principais para combater a hipertensão no país:

  • Fortalecer a Atenção Primária: ampliar a cobertura com foco no diagnóstico precoce e monitoramento contínuo.
  • Reduzir desigualdades: garantir acesso igualitário aos serviços de saúde em todas as regiões.
  • Promover hábitos saudáveis: intensificar campanhas de conscientização, reduzir o sódio em alimentos e tributar produtos nocivos como álcool e tabaco.
  • Aprimorar os sistemas de informação: melhorar a coleta de dados para monitoramento e avaliação das políticas públicas.
  • Fomentar ações intersetoriais: integrar saúde, educação, agricultura e urbanismo para criar ambientes que favoreçam escolhas saudáveis.

O crescimento expressivo dos atendimentos em Santa Catarina acende um alerta para gestores públicos e profissionais da saúde. A hipertensão, silenciosa e progressiva, exige vigilância constante e políticas integradas para conter seus impactos na população.

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