Levantamento do Observatório Social do Petróleo revela aumentos significativos, com destaque para Tefé, onde o botijão ultrapassou R$ 150.
O Observatório Social do Petróleo (OSP) divulgou dados alarmantes sobre o aumento no preço do gás de cozinha em novembro, atingindo recorde em 71 municípios brasileiros. Tefé, no Amazonas, registrou um aumento significativo, com o botijão de gás alcançando o valor de R$ 152, superando em quase 34% o recorde anterior.
Esses dados foram obtidos por meio de uma análise da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que verificou os preços em 456 municípios do Brasil na semana de 12 a 18 de novembro. Em 71 cidades, o custo do gás de cozinha ultrapassou a maior média histórica, estabelecida desde julho de 2001.
A situação é particularmente crítica na região Norte, onde seis das dez cidades com os preços mais elevados estão localizadas. Essa região é parcialmente abastecida pela Refinaria da Amazônia (Ream), privatizada há um ano, responsável pelos preços mais altos de combustíveis no país.
O economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Ibeps, destaca que a média ponderada dos preços praticados por produtores e importadores na região Norte é 24% acima da média nacional. Além disso, os custos mais elevados de transporte e logística na região contribuem para essa disparidade.
Esses dados evidenciam a complexidade do mercado de gás no Brasil, com reflexos diretos nas políticas de privatização e nos custos de logística, impactando o consumidor em um momento de crise econômica e instabilidade financeira.
Jornalismo Rádio Alvorada FM