A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta nesta semana sobre o uso seguro de fórmulas infantis, com recomendações importantes para garantir a segurança e a saúde das crianças. Entre as orientações, a agência destaca a necessidade de evitar a compra de fórmulas importadas por meio de plataformas de comércio eletrônico, uma vez que é difícil verificar a origem e regularização desses produtos.
As fórmulas infantis são alimentos, líquidos ou em pó, fabricados para atender às necessidades nutricionais de lactentes (0 a 6 meses), crianças de seguimento (6 a 12 meses) e crianças da primeira infância (1 a 3 anos). Esses produtos exigem registro na Anvisa para serem comercializados legalmente no Brasil e só devem ser utilizados com a orientação de um profissional de saúde, como pediatras ou nutricionistas.
Recomendações de uso seguro
A Anvisa reforça a importância de seguir algumas práticas para garantir o uso seguro das fórmulas infantis:
- Adquirir produtos registrados: Verificar o número de registro no rótulo e consultar a base de dados no portal da Anvisa para garantir a procedência do produto.
- Orientação profissional: As fórmulas infantis devem ser utilizadas sob prescrição de um médico pediatra ou nutricionista. O aleitamento materno exclusivo até os seis meses e complementado até os dois anos ou mais é recomendado pelo Ministério da Saúde e pela OMS.
- Preparação correta: Seguir as instruções do fabricante para diluição, temperatura (70ºC para evitar contaminação), e higienizar adequadamente mamadeiras, copos e utensílios para reduzir os riscos de infecção por bactérias como Cronobacter e Salmonella.
Eventos adversos e notificações
A Anvisa orienta que qualquer evento adverso relacionado ao uso de fórmulas infantis deve ser relatado à empresa fabricante e notificado à própria Anvisa, utilizando um formulário específico no site da agência. Profissionais de saúde, fabricantes e consumidores podem notificar suspeitas de irregularidades, descrevendo detalhadamente o problema e anexando fotos ou outros documentos.
Essa atenção às orientações e o uso de produtos registrados são fundamentais para garantir a saúde das crianças e evitar riscos associados ao consumo de alimentos industrializados não regularizados.