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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
(foto: divulgação)

Anvisa aprova novos medicamentos contra câncer de pulmão e mama

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer. O Emrelis (telisotuzumabe vedotina) foi autorizado para pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas, subtipo não escamoso, em estágio localmente avançado ou metastático, com alta superexpressão da proteína c-Met e que já tenham recebido tratamento sistêmico.

Segundo a Anvisa, o medicamento atua ao reconhecer e se ligar à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais. Esse processo permite a liberação de uma substância no interior das células, provocando sua destruição de forma direcionada. A aprovação foi baseada em estudo clínico que registrou taxa de resposta objetiva de 29,2% entre os participantes. No grupo com alta superexpressão de c-Met, o índice chegou a 34,5%, com respostas duradouras e benefício clínico.

O câncer de pulmão está entre as principais causas de mortalidade por câncer no mundo. O tipo de células não pequenas representa cerca de 85% dos casos, e aproximadamente 70% desse grupo corresponde ao subtipo não escamoso.

Novo tratamento para câncer de mama

Além do Emrelis, a Anvisa aprovou o Poherdy (pertuzumabe), indicado para o tratamento do câncer de mama metastático e da doença em estágio inicial.

Nos casos metastáticos, o medicamento deve ser utilizado em combinação com trastuzumabe e docetaxel em pacientes com câncer de mama HER2-positivo que não tenham recebido tratamento prévio com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.

Para o câncer de mama em estágio inicial, o Poherdy pode ser combinado com trastuzumabe e quimioterapia antes da cirurgia (tratamento neoadjuvante) ou após o procedimento (tratamento adjuvante). As indicações contemplam pacientes com doença HER2-positiva e alto risco de recorrência.

Impacto esperado

De acordo com a Anvisa, a aprovação dos novos medicamentos amplia as alternativas terapêuticas disponíveis no Brasil, especialmente para pacientes em estágios avançados da doença, que possuem opções limitadas após quimioterapia e imunoterapia.

As medidas reforçam o compromisso da agência em acelerar o acesso a tratamentos inovadores, com base em evidências científicas e na avaliação de benefícios clínicos para os pacientes.

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