A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana o uso do Lecanemabe, um anticorpo monoclonal destinado ao tratamento da doença de Alzheimer. O produto, inédito no Brasil, integra a classe dos medicamentos biológicos e representa um avanço significativo no enfrentamento da enfermidade neurodegenerativa.
De acordo com o registro, o Lecanemabe é indicado para pacientes adultos diagnosticados com comprometimento cognitivo leve e demência leve decorrentes do Alzheimer, ou seja, em sua fase inicial. O tratamento deve ser administrado por infusão intravenosa, com duração aproximada de uma hora, a cada duas semanas. Com a aprovação, o medicamento está autorizado para distribuição e uso no país, embora a entrada no mercado dependa do laboratório responsável pelo registro.
Evidências científicas
A eficácia do Lecanemabe foi demonstrada em um estudo publicado em 2022 na revista científica New England Journal of Medicine. A pesquisa envolveu 1.795 voluntários com Alzheimer em estágio inicial, submetidos a infusões quinzenais do medicamento. Após 18 meses de acompanhamento, os resultados indicaram uma redução significativa no declínio cognitivo-funcional dos pacientes, sugerindo uma progressão mais lenta da doença.
Impacto esperado
A aprovação do Lecanemabe pela Anvisa abre caminho para novas perspectivas no tratamento do Alzheimer no Brasil, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional e aumento da incidência da doença. Especialistas avaliam que o medicamento pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e retardar os efeitos debilitantes da enfermidade, embora o acesso dependa da definição de preços e da logística de distribuição pelo laboratório detentor do registro.