Um novo foco da Doença de Newcastle foi confirmado na terça-feira (3) em um estabelecimento avícola de Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina. A propriedade já estava inserida na área de restrição definida pelas autoridades sanitárias em razão das ocorrências anteriores registradas na região.
Com a nova confirmação, as equipes de vigilância sanitária intensificaram as ações de controle para impedir a disseminação do vírus. O Serviço Veterinário Oficial segue executando os protocolos previstos para situações de emergência zoossanitária, que incluem investigação epidemiológica, monitoramento e medidas de contenção.
O registro ocorre durante o enfrentamento de outros focos já identificados em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e em outra propriedade de Nova Erechim. Segundo os órgãos responsáveis pela defesa agropecuária, as medidas sanitárias previstas foram adotadas nesses estabelecimentos, que atualmente se encontram em período de vazio sanitário.
O procedimento de vazio sanitário consiste na retirada das aves das propriedades afetadas, seguida por etapas de limpeza, desinfecção e controle sanitário. A retomada das atividades produtivas depende do cumprimento dos protocolos oficiais e da avaliação das condições sanitárias das unidades.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e os órgãos estaduais de defesa agropecuária mantêm atuação conjunta para conter o avanço da enfermidade e reduzir os riscos para a cadeia produtiva da avicultura em Santa Catarina e no país.
As autoridades também destacam a importância da investigação epidemiológica para identificar possíveis ligações entre os estabelecimentos atingidos, rastrear a circulação viral e orientar a adoção de novas medidas preventivas. O trabalho busca compreender a origem e a dinâmica de disseminação da doença, contribuindo para o fortalecimento das estratégias de controle.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres. Além dos impactos sanitários, a ocorrência de focos pode resultar em prejuízos econômicos para a atividade avícola, exigindo respostas rápidas dos órgãos de defesa sanitária e o cumprimento rigoroso das medidas de biossegurança por parte dos produtores.