Um médico foi condenado a 37 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado, por crimes sexuais cometidos contra dez pacientes em Catanduvas, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A decisão é da Vara Única da comarca e também estabelece o pagamento de R$ 20 mil em indenização para cada vítima. O réu está preso desde março deste ano.
Crimes praticados durante atendimentos
De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre outubro de 2024 e setembro de 2025, durante atendimentos no Hospital Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e no posto de saúde do bairro Sebaldo Kunz.
As pacientes relataram que o médico teria se aproveitado da posição profissional e da confiança depositada nele para realizar toques em regiões íntimas e nos seios, além de expor partes dos corpos sob justificativas clínicas. Em alguns casos, exames invasivos foram realizados sem necessidade técnica ou autorização, utilizando luvas e instrumentos médicos como pretexto. Também foram registrados comentários e perguntas de cunho sexual durante as consultas.
Vítimas e investigação
A investigação apontou que as pacientes acreditavam estar passando por procedimentos médicos legítimos, mas os atos tinham finalidade sexual. Entre as vítimas estão uma adolescente de 17 anos e uma mulher grávida.
Condenação e medidas adicionais
O médico foi condenado pelo crime de violação sexual mediante fraude. Além da pena de prisão e das indenizações, a sentença determinou a perda imediata do cargo público e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
O processo tramita em segredo de Justiça.