A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Santa Catarina reforça a necessidade de que adultos mantenham o calendário vacinal atualizado. A orientação busca ampliar a proteção contra doenças que podem provocar complicações sérias mesmo fora da infância. Para isso, é fundamental conferir o histórico de imunização e procurar os serviços de saúde para avaliar possíveis doses pendentes.
Vacinas previstas para adultos
Embora a vacinação receba maior atenção na infância, o Calendário Nacional de Vacinação contempla também outras faixas etárias. Entre 25 e 59 anos, o Ministério da Saúde prevê pelo menos seis imunizantes de rotina, incluindo proteção contra hepatite B, difteria, tétano, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela e doenças pneumocócicas.
A indicação das vacinas depende do histórico individual e da situação vacinal de cada pessoa.
Riscos e prevenção
O diretor de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), João Fuck, destaca que adultos também podem ser afetados por doenças preveníveis por vacinas, muitas vezes com maior gravidade do que crianças. Ele chama atenção para o aumento de casos de sarampo nas Américas e para registros recentes de febre amarela no Brasil.
Segundo o especialista, a vacinação é a principal estratégia de prevenção contra a hepatite B e outras enfermidades que representam riscos à saúde pública.
Como atualizar a caderneta
Quem perdeu a caderneta de vacinação ou não sabe quais doses recebeu deve procurar a unidade de saúde mais próxima. Os profissionais podem verificar a situação vacinal e orientar sobre possíveis pendências.
Com a informatização dos sistemas do SUS, é possível recuperar registros anteriores em algumas situações, mesmo sem o documento físico. Dessa forma, a ausência da caderneta não impede que o cidadão esclareça dúvidas e atualize sua imunização.
Disponibilidade
Os imunizantes previstos no calendário nacional estão disponíveis nos postos de saúde dos 295 municípios catarinenses. A SES reforça que manter as vacinas em dia é essencial para prevenir doenças graves e proteger a saúde coletiva.