Há 25 anos, o mundo acompanhava pela televisão uma sequência de imagens que marcaria para sempre a história contemporânea. Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da organização extremista al-Qaeda e utilizados em ataques contra os Estados Unidos.
Dois aviões foram lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington. O quarto avião caiu em uma área da Pensilvânia depois que passageiros tentaram retomar o controle da aeronave.
Os ataques deixaram quase 3 mil mortos, incluindo os 19 sequestradores, e permanecem entre os episódios mais marcantes da história recente dos Estados Unidos.
Memória dos ataques continua presente
Mesmo passados 25 anos, o 11 de Setembro segue vivo na memória da população americana. Levantamento do Pew Research Center apontou que 95% dos entrevistados ainda se lembram exatamente de onde estavam ou do que faziam no momento em que souberam dos ataques.
A mesma pesquisa mostrou que 51% dos americanos consideram que os atentados mudaram de forma significativa a vida no país. O temor de novos ataques também permanece: 23% dos entrevistados afirmam estar muito preocupados com a possibilidade de um novo atentado terrorista, percentual inferior ao registrado nos meses posteriores a 2001, mas ainda expressivo.
Ataques desencadearam guerras
A principal consequência geopolítica do 11 de Setembro foi a intensificação da chamada Guerra ao Terror. Os Estados Unidos obtiveram apoio do Congresso para iniciar uma ofensiva militar contra o Afeganistão, país que abrigava lideranças da al-Qaeda.
Em 2003, os Estados Unidos também invadiram o Iraque, embora o país não tivesse ligação direta com os ataques de 2001.
A guerra no Afeganistão se estendeu por duas décadas. As tropas americanas deixaram o país definitivamente em 2021, após uma operação militar que custou milhares de vidas e mais de US$ 2 trilhões aos cofres dos Estados Unidos, segundo estimativas.
Apesar da morte de lideranças como Osama bin Laden, os grupos que estiveram entre os principais alvos da ofensiva americana não foram completamente eliminados. O Talibã retornou ao poder no Afeganistão após a saída das tropas dos Estados Unidos.
Combate ao terrorismo mudou relações internacionais
Os atentados também impulsionaram a criação de uma ampla estrutura internacional de combate ao terrorismo. Organismos como a ONU passaram a fortalecer mecanismos voltados à prevenção e à repressão de ações terroristas, além de ampliar a capacidade dos Estados para enfrentar esse tipo de ameaça.
Essa estrutura passou a incluir medidas para enfrentar condições que favorecem a disseminação do terrorismo, combater organizações extremistas, fortalecer instituições e preservar os direitos humanos e o Estado de Direito.
Ao longo dos anos, especialistas passaram a discutir os efeitos das intervenções militares iniciadas após os atentados. Entre as avaliações estão críticas de que essas ações contribuíram para ampliar conflitos e criaram precedentes utilizados por outros países em disputas internas e externas.
Um acontecimento que ainda influencia o presente
Passadas duas décadas e meia, o 11 de Setembro continua influenciando debates sobre segurança, terrorismo, guerras e relações internacionais.
O episódio transformou a política externa dos Estados Unidos, alterou estratégias de segurança em diferentes países e desencadeou conflitos cujos efeitos permanecem presentes na geopolítica mundial.