Após três dias de atividades no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) encerraram a participação no primeiro Simulado Integrado de Preparação de Resposta a Desastres da Região Sul. O exercício reuniu aproximadamente 95 bombeiros militares de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
Santa Catarina participou com 20 bombeiros militares, dois cães de busca e quatro equipes do Grupo de Resposta a Desastres (GRD), formadas por militares de diferentes regiões do estado. As equipes utilizaram equipamentos especializados e metodologias internacionais de resposta a desastres.
O cenário simulado
A atividade foi realizada no município de Arroio do Meio (RS) e reproduziu os efeitos da passagem de um ciclone extratropical fictício denominado “Aratimbó”, com cenários de colapso de estruturas, vítimas presas sob escombros e risco de deslizamentos de terra. O treinamento mobilizou equipes especializadas em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), intervenção em áreas deslizadas, gerenciamento de incidentes e operações com cães de busca, monitoradas em tempo real a partir do Posto de Comando.
Ao todo, foram mobilizados 95 militares em 24 equipes, além de seis binômios (cão e condutor). O exercício simulou o resgate de 47 vítimas e a recuperação de 15 corpos.
Preparação para o El Niño
O exercício ocorre em um momento de atenção dos estados da Região Sul aos possíveis impactos do fenômeno El Niño. Em Santa Catarina, o governo do estado assinou decreto relacionado às previsões climáticas para 2026, reforçando a preparação dos órgãos estaduais.
Com o encerramento das atividades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina passa a concentrar esforços na organização da próxima edição do exercício regional, que será realizada em julho, em Blumenau.
O subcomandante-geral do CBMSC, coronel Jefferson de Souza, afirmou que a operação testou a capacidade operacional da corporação e permitiu identificar oportunidades de aprimoramento dos processos. “O exercício foi planejado para colocar as equipes à prova em condições muito próximas às encontradas em situações reais de desastres”, disse.