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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Imagem ilustrativa/IA

Corsa lidera ranking de carros mais furtados em SC

Santa Catarina fechou o ano de 2025 com aproximadamente 7 mil registros de furtos e roubos de veículos, o que corresponde a uma média de 19 ocorrências diárias em todo o estado. Embora o número ainda seja elevado, os dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública revelam uma queda superior a 50% em comparação com os índices de dez anos atrás, evidenciando avanços significativos nas políticas de prevenção e combate a esse tipo de crime.

O levantamento mostra que o Chevrolet Corsa Wind ocupa a liderança entre os veículos mais visados pelos criminosos. Lançado nos anos 1990 e descontinuado em 2002, o modelo continua sendo alvo frequente devido à ampla circulação no passado e ao valor acessível de suas peças no mercado paralelo. Segundo a Tabela Fipe, o preço médio do Corsa Wind varia entre R$ 8 mil e R$ 13 mil, o que favorece sua utilização no comércio clandestino de autopeças.

Além do Corsa, diferentes versões do Volkswagen Gol também aparecem entre os mais furtados, reforçando a vulnerabilidade de modelos populares. O estudo aponta ainda a presença marcante de motocicletas, com destaque para quatro versões da Honda CG e duas da Honda Biz, que figuram entre os principais alvos. Especialistas em segurança explicam que veículos de grande circulação são preferidos por criminosos tanto pela facilidade de revenda quanto pelo uso em atividades ilícitas ou desmanches ilegais.

A prática do desmanche clandestino segue como um dos motores desse tipo de crime. Muitos veículos furtados são desmontados irregularmente, abastecendo um mercado paralelo que envolve receptação, adulteração e revenda de peças. O Corsa, em especial, é frequentemente associado a esse tipo de atividade, tornando-se símbolo da persistência do problema.

Apesar da redução histórica nos índices, as autoridades reforçam a necessidade de medidas preventivas por parte dos motoristas. O uso de alarmes, rastreadores e maior atenção em estacionamentos e locais públicos são apontados como estratégias fundamentais para reduzir os riscos e proteger o patrimônio dos cidadãos.

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