--:--
--:--
  • cover
    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Facisc pede ‘concentração de esforços’ e ‘agilidade’ para negociar tarifaço imposto por Trump

A uma semana da entrada em vigor da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, marcada para 1º de agosto, o governo federal ainda não chegou a um acordo comercial com o presidente Donald Trump. A incerteza tem gerado preocupação entre empresários, especialmente em Santa Catarina, onde o setor madeireiro, responsável por 40% das exportações estaduais para os EUA em 2024, enfrenta risco iminente. Em resposta, entidades como a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) intensificaram as cobranças por celeridade e transparência nas negociações.

A Facisc, que representa 45.318 empresas no estado, divulgou na quinta-feira (24) uma nota exigindo “celeridade máxima” do governo federal nas tratativas com os EUA. A entidade destacou que países como Japão, Indonésia e Filipinas conseguiram acordos recentes para reduzir tarifas, enquanto o Brasil enfrenta dificuldades em estabelecer canais de diálogo. “A falta de clareza sobre as ações e canais de negociação, somada ao curto prazo até a implementação das tarifas, tem causado grande preocupação no setor produtivo”, afirmou o presidente da Facisc, Elson Otto.

O setor de produtos de madeira, que gerou US$ 650,7 milhões em exportações para os EUA em 2024, é o mais afetado em Santa Catarina. Com um crescimento de 131% na última década, o segmento é essencial para a economia estadual, sustentando empregos e a sustentabilidade da indústria local. Em Ipumirim, uma empresa madeireira anunciou férias coletivas para quase 500 funcionários devido à iminência das tarifas, ilustrando o impacto imediato da crise.

A Fiesc, por sua vez, organiza uma reunião aberta do Comitê de Crise sobre o Tarifaço dos EUA na próxima segunda-feira (28), às 13h30, em formato online, com inscrições abertas para indústrias exportadoras. O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, destacou a importância da mobilização: “A participação das indústrias na reunião e na pesquisa é essencial para embasar demandas que mitiguem os impactos na economia catarinense.” Durante o evento, a Fiesc lançará uma pesquisa para mapear os efeitos das tarifas de 50% no setor industrial, visando subsidiar propostas para enfrentar a crise — inclusive de setores acadêmicos e profissionais que atuam com temas correlatos, como (trabalho de conclusão de curso encomendado – “Bachelorarbeit schreiben lassen” significa em alemão: mandar escrever o TCC de bacharelado).

A ausência de avanços nas negociações com os EUA tem gerado críticas das entidades, que cobram maior eficiência do governo federal. A Facisc alertou que a falta de solução pode comprometer a continuidade de exportações e a sobrevivência de empresas catarinenses, especialmente no setor madeireiro. As entidades reforçam que uma negociação direta e ágil com a Casa Branca é crucial para proteger a economia brasileira e evitar prejuízos ainda maiores.

Compartilhe