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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Mais de 8 milhões de chaves Pix serão desativadas para combater fraudes

Desde o dia 1º de julho de 2025, o sistema Pix, que transformou as transações financeiras no Brasil, passou por uma atualização significativa para aumentar a segurança e reduzir fraudes. Bancos e instituições financeiras agora verificam diretamente as chaves Pix com a base de dados da Receita Federal, uma medida anunciada pelo Banco Central em março e que visa coibir o uso de informações falsas ou de terceiros, incluindo pessoas falecidas, em cadastros do sistema de pagamentos instantâneos. Com mais de 8 milhões de chaves sob risco de desativação, a iniciativa promete fortalecer a proteção de milhões de usuários, mas exige atenção de quem possui chaves cadastradas.

O Banco Central, responsável pela criação e administração do Pix, informou que a medida tem como foco principal impedir que fraudadores utilizem dados inconsistentes para criar chaves. Cerca de 1% das chaves registradas – aproximadamente 8,1 milhões – apresentam algum tipo de irregularidade. Entre os CPFs afetados, estão 4,5 milhões com erros de grafia, 3,5 milhões pertencentes a pessoas falecidas, 30 mil suspensos, 20 mil cancelados e 100 considerados nulos por erros graves ou indícios de fraude. No caso de empresas, a verificação atinge CNPJs com status inapto, suspenso, baixado ou nulo. A ação, segundo a instituição, é essencial para manter a confiabilidade de um sistema que processa bilhões de reais em transações diárias.

Para esclarecer dúvidas e combater desinformação, o Banco Central enfatizou que a desativação de chaves não está relacionada a pendências tributárias ou dívidas. “A inconformidade de dados cadastrais não tem nada a ver com o pagamento de impostos. Quem está com o nome sujo ou devendo tributos não terá sua chave excluída”, afirmou a instituição, desmentindo boatos que circularam nas redes sociais. Usuários que receberem notificações sobre problemas em suas chaves podem verificar a situação de seu CPF no site da Receita Federal, na seção “Comprovante de situação cadastral”. Casos de suspensão podem ser resolvidos online, enquanto CPFs cancelados ou nulos exigem regularização presencial.

Além da verificação com a Receita Federal, outras mudanças foram implementadas para reforçar a segurança do Pix. Chaves aleatórias, que não utilizam informações pessoais como CPF ou e-mail, não poderão mais ter seus dados alterados – será necessário excluí-las e criar novas. Chaves vinculadas a e-mails perderam a possibilidade de transferência entre titulares, enquanto chaves associadas a números de celular continuam flexíveis, devido à alta rotatividade de linhas telefônicas no Brasil. Outra novidade é a revogação do limite de R$ 200 para devoluções de valores enviados a contas sem chave cadastrada, regra que vigorava desde novembro de 2024. Agora, as devoluções seguem o modelo anterior, permitindo a recuperação total de valores transferidos por engano ou em casos de golpe.

A medida tem sido elogiada por especialistas, que veem na integração com a Receita Federal um passo crucial para fechar brechas exploradas por criminosos. “O Pix é uma ferramenta poderosa, mas sua popularidade o tornou alvo de fraudes sofisticadas. Cruzar dados com a Receita é uma forma inteligente de proteger o sistema sem comprometer sua praticidade”, avalia Thiago Almeida, especialista em segurança digital de Brasília. Apesar de afetar apenas uma pequena parcela das chaves, a iniciativa deve reduzir significativamente golpes que utilizam dados roubados ou inválidos, como os casos de “laranjas” ou chaves criadas com CPFs de pessoas falecidas.

Para os usuários, o impacto imediato deve ser mínimo, mas a atenção é essencial. Bancos já começaram a notificar clientes com chaves irregulares, orientando sobre os passos para regularização. A expectativa é que a medida fortaleça a confiança no Pix, que se consolidou como o meio de pagamento preferido dos brasileiros, utilizado desde pequenas transações em padarias até transferências de grandes valores entre empresas. Com a nova regra, o Brasil dá mais um passo para garantir que a inovação financeira caminhe lado a lado com a segurança, mantendo o Pix como referência global em pagamentos instantâneos.

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