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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Santa Catarina mantém barreira sanitária e permanece livre da gripe aviária

Há dois anos sem registrar casos de influenza aviária, Santa Catarina volta a testar a solidez de seu sistema de defesa sanitária diante dos recentes surtos notificados no Rio Grande do Sul. Coordenada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a estratégia catarinense combina monitoramento permanente, ações educativas e o engajamento direto de agroindústrias e pequenos produtores. “Temos notificações, que são investigadas com agilidade, mas não houve nenhum caso confirmado”, afirma a médica‑veterinária Thaisy Färber, que atua na linha de frente da vigilância.

O protocolo de biossegurança adotado no estado segue as diretrizes da Instrução Normativa 56 do Ministério da Agricultura, impondo controles rigorosos de acesso a aviários, uso de equipamentos de proteção e desinfecção de veículos. Além da fiscalização in loco, técnicos da Cidasc visitam propriedades rurais, ministram treinamentos e distribuem material informativo para garantir a adoção correta dos procedimentos. A iniciativa conta com apoio declarado do governador Jorginho Mello e da Secretaria de Estado da Agricultura, que mobilizaram recursos extras desde o primeiro alerta emitido pelo estado vizinho.

Embora a gripe aviária raramente contagie seres humanos, cepas altamente patogênicas podem dizimar plantéis, afetar a segurança alimentar e fechar mercados internacionais. Santa Catarina, um dos maiores exportadores brasileiros de carne de frango, tem na reputação sanitária um ativo econômico decisivo. Por isso, qualquer suspeita — morte súbita de aves, sinais neurológicos ou respiratórios em criações comerciais e de subsistência — deve ser comunicada imediatamente à Cidasc. “A rapidez na notificação é fundamental para agirmos e contermos qualquer foco, caso ocorra”, destaca Thaisy.

O esforço de prevenção também mira a agricultura familiar, onde a falta de informação pode aumentar o risco de disseminação do vírus. Equipes de campo percorrem comunidades rurais, orientando sobre sintomas, rotinas de higiene e procedimentos em caso de suspeita. Parte desse trabalho inclui explicar à população que o consumo de carne ou ovos devidamente cozidos não oferece perigo, reforçando a confiança do mercado interno.

A manutenção do status de zona livre depende, em grande medida, de uma engrenagem que envolve poder público, setor produtivo e sociedade. “Não fazemos esse trabalho sozinhos. A união tem sido essencial para manter Santa Catarina livre da gripe aviária”, ressalta a veterinária. Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta a contenção de focos, Santa Catarina permanece em estado de alerta máximo — à espera de que a vigilância, aliada à conscientização, continue servindo de barreira contra o avanço da doença.

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