Na terça-feira, 3 de junho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando a alíquota de 25% para 50% a partir de 4 de junho. A medida, que afeta importações anuais superiores a US$ 100 bilhões, isenta apenas o Reino Unido, que manteve a tarifa original após negociações com a administração americana. Em um post na rede social Truth Social, Trump defendeu a decisão como essencial para proteger a indústria siderúrgica dos EUA, afirmando que a medida fortalecerá a recuperação do setor e beneficiará os trabalhadores americanos. O presidente destacou que “ninguém conseguirá contornar” a nova política, reforçando seu compromisso com o lema “America First”. Especialistas alertam que o aumento das tarifas pode desencadear retaliações comerciais de parceiros econômicos, como China, União Europeia e Canadá, reacendendo tensões no comércio global. A decisão ocorre em paralelo à pressão da Casa Branca pela aprovação do “one big beautiful bill”, um projeto de lei orçamentária que, segundo a porta-voz Karoline Leavitt, promete economizar US$ 1,6 trilhão, apesar de críticas de republicanos e questionamentos sobre as projeções do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO). A política protecionista de Trump, que marcou seu primeiro mandato, ganha novo fôlego com a medida, impactando diretamente países exportadores, incluindo o Brasil, que enviou cerca de US$ 4,5 bilhões em aço e alumínio aos EUA em 2024, segundo dados do Departamento de Comércio americano. No Brasil, o setor siderúrgico já avalia estratégias para mitigar os impactos, enquanto analistas preveem aumento nos preços domésticos e possíveis negociações bilaterais para aliviar as restrições. A iniciativa reforça a agenda econômica de Trump, mas levanta preocupações sobre o risco de escalada em disputas comerciais e seus efeitos em cadeias globais de suprimento.
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