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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Agência Brasil

Atividade econômica brasileira avança: crescimento de 0,4% em fevereiro

A economia brasileira deu mais um passo à frente em fevereiro de 2025, mantendo o ritmo de expansão pelo segundo mês consecutivo. De acordo com o Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou uma alta de 0,4% em relação a janeiro, considerando os dados ajustados para variações sazonais. O indicador, que atingiu 108,8 pontos, reflete um cenário de aquecimento econômico, com crescimento de 4,1% na comparação com fevereiro de 2024 e um acumulado de 3,8% nos últimos 12 meses. Esse desempenho é um termômetro da vitalidade de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária, além de incorporar o volume de impostos arrecadados, oferecendo uma visão ampla do pulso econômico do país. O IBC-Br é uma ferramenta essencial para o Comitê de Política Monetária (Copom), que usa esses dados para calibrar a taxa Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano. A Selic funciona como o principal mecanismo do Banco Central para controlar a inflação, que, apesar de ter desacelerado em março para 0,56% (ante 1,31% em fevereiro), acumula 5,48% em 12 meses, acima do teto da meta de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual. A alta dos preços de alimentos e energia, combinada com incertezas globais, levou o Copom a aumentar a Selic em 1 ponto percentual na reunião de março, marcando o quinto ajuste consecutivo em um ciclo de aperto monetário. Esse movimento busca frear a demanda aquecida, que eleva os preços, mas pode limitar o crescimento econômico ao encarecer o crédito. Por outro lado, juros mais baixos estimulam consumo e produção, embora com o risco de pressionar a inflação. O Copom sinalizou que a economia segue aquecida, mas com sinais de moderação, e alertou para a persistência da inflação, especialmente em serviços. Para maio, o colegiado antecipa um aumento menor da Selic, sem dar pistas sobre passos futuros. Embora o IBC-Br não seja uma prévia exata do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 3,4% em 2024 — o maior avanço desde 2021 —, ele é um aliado valioso para traçar estratégias de política monetária. Com a inflação ainda desafiando as metas e a economia mostrando resiliência, o Brasil navega um delicado equilíbrio entre crescimento e estabilidade, enquanto o Banco Central mantém a vigilância para guiar o país pelos próximos meses.

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