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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Alerta nacional: casos de SRAG disparam entre crianças pequenas no Brasil

Um preocupante aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças pequenas tem colocado o Brasil em alerta, conforme revelado pelo mais recente boletim InfoGripe da Fiocruz, publicado na quinta-feira, 10 de abril de 2025. O vírus sincicial respiratório (VSR) surge como o principal responsável por esse crescimento, que já atinge praticamente todas as regiões do país, com incidência variando de moderada a extremamente elevada em diversos estados. O estudo, que analisa a Semana Epidemiológica 14, de 30 de março a 5 de abril, aponta que o VSR tem impactado especialmente crianças de até dois anos, levando a um número crescente de hospitalizações. Além disso, os dados sugerem os primeiros sinais de aumento de casos de SRAG causados por influenza, com destaque para Mato Grosso do Sul, onde jovens, adultos e idosos também estão sendo afetados. No panorama nacional, há um claro sinal de expansão dos casos tanto no curto prazo, considerando as últimas três semanas, quanto no longo prazo, ao avaliar as últimas seis semanas. Esse cenário reflete a circulação intensa de vírus respiratórios, que encontram nas crianças pequenas um grupo particularmente vulnerável. Entre os casos confirmados nas últimas quatro semanas, o VSR lidera com 50,4% das infecções, seguido pelo rinovírus (31,4%), influenza A (10,3%), Sars-CoV-2 (9,2%) e influenza B (1,6%). Quando se analisa a gravidade, com foco nos óbitos, a Covid-19 predomina, respondendo por 57,9% das mortes, enquanto rinovírus (19,5%), influenza A (11%), VSR (6,7%) e influenza B (1,2%) completam o quadro. A situação exige atenção redobrada, especialmente em regiões onde a incidência já alcança níveis alarmantes, reforçando a necessidade de vigilância para proteger os mais jovens e conter o avanço dessa onda de infecções respiratórias.

Vírus Prevalência entre casos positivos (%) Prevalência entre óbitos positivos (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 50,4 6,7
Rinovírus 31,4 19,5
Influenza A 10,3 11,0
Sars-CoV-2 (Covid-19) 9,2 57,9
Influenza B 1,6 1,2

 

Boletim alerta que o crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Foto: Divulgação)

Diante desse cenário, a prevenção torna-se uma ferramenta essencial para proteger as crianças e reduzir a disseminação dos vírus respiratórios. Manter o calendário de vacinação atualizado, incluindo as doses contra influenza e Covid-19, é fundamental para fortalecer a imunidade e evitar complicações graves. A lavagem frequente das mãos com água e sabão ou o uso de álcool em gel ajuda a eliminar os vírus antes que sejam transmitidos. Ambientes bem ventilados e a redução de contato com pessoas que apresentem sintomas respiratórios, como tosse ou febre, também são medidas eficazes. Embora o uso de máscaras seja desafiador para crianças pequenas, cuidadores podem adotá-las em situações de maior risco, como em locais com grande circulação de pessoas. Além disso, é crucial buscar atendimento médico imediato caso a criança apresente sinais de alerta, como dificuldade para respirar, febre persistente ou prostração, garantindo uma intervenção rápida que pode fazer toda a diferença.

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