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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

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Na quinta-feira (9), o Ministério da Saúde inaugurou o Centro de Operações de Emergência (COE) voltado para a dengue e outras arboviroses. Conforme a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a iniciativa visa coordenar o planejamento e a resposta, promovendo um diálogo contínuo com estados, municípios, pesquisadores e instituições científicas antes do aumento sazonal dos casos de dengue. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.

Entre as ações previstas estão a antecipação das medidas sazonais para adequar as redes de saúde, a mitigação de riscos para evitar casos e óbitos, a ampliação de medidas preventivas e a preparação de estados e municípios, além de uma articulação nacional para responder a eventuais situações críticas.

A ministra também anunciou o lançamento de um novo Plano de Contingência Nacional para dengue, chikungunya e zika, composto por seis eixos que visam ampliar medidas preventivas, preparar a rede assistencial e conter o avanço dessas doenças no país. A versão anterior do plano foi lançada em 2022, antes da maior epidemia de dengue já registrada no país em 2024.

As ações destacadas pelo ministério incluem a expansão do método Wolbachia de três para 40 cidades em 2025, a implantação de insetos estéreis em aldeias indígenas, a borrifação residual intradomiciliar em áreas de grande circulação de pessoas, a instalação de estações disseminadoras de larvicidas, com previsão de implantação de 150 mil unidades na primeira fase do projeto, o uso de Bacillus Thuringiensis Israelensis (BTI) para monitorar e controlar a disseminação do mosquito e a instalação de cerca de 3 mil estações disseminadoras de larvicida no Distrito Federal, na região do Sol Nascente, com expansão para outras áreas periféricas do país.

Em Santa Catarina, o método Wolbachia já foi implementado em Joinville, que enfrentou um cenário epidêmico de dengue em 2024. De janeiro a maio do ano passado, a cidade contabilizou 50 mortes e mais de 44 mil casos confirmados da doença. Desenvolvida pelo World Mosquito Program (WMP) na Austrália, a estratégia consiste na introdução da bactéria Wolbachia nos Aedes aegypti, evitando a proliferação de dengue, chikungunya e zika.

O governo federal já adquiriu todo o estoque de vacinas contra a dengue disponibilizado pelo fabricante para 2025, totalizando 9,5 milhões de doses. A estratégia do governo é intensificar a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segundo a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel. Cerca de três milhões de doses foram distribuídas a estados e municípios brasileiros, mas ainda não foram aplicadas.

Em 2024, o Brasil registrou 6,4 milhões de casos prováveis de dengue e mais de 6 mil mortes. Até quarta-feira (8), já haviam sido registrados 10 mil casos prováveis em 2025, além de 10 mortes sob investigação.

 

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