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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

Santa Catarina registra aumento alarmante de casos de coqueluche em 2024

Santa Catarina contabilizou 258 casos de coqueluche em 2024, marcando um aumento impressionante de 12.800% em relação a 2023, quando apenas dois casos foram registrados. Segundo o Ministério da Saúde, esse é o maior número registrado no estado nos últimos 10 anos.

Sobre a doença

A coqueluche, conhecida como “tosse comprida”, é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. A transmissão ocorre por gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar.

Crescimento preocupante no estado

De 2017 a 2021, os casos de coqueluche em Santa Catarina apresentaram uma tendência de queda. No entanto, o cenário mudou drasticamente em 2024, colocando o estado como o sexto com mais registros no Brasil.

  • 2023: 2 casos registrados.
  • 2024: 258 casos, incluindo dois óbitos em bebês prematuros de Itajaí e Joinville.

Bebês, os mais afetados

Os bebês menores de um ano representam a maioria dos casos, totalizando 82 em 2024. Essa faixa etária é particularmente vulnerável a complicações graves, como engasgos e paradas respiratórias durante crises de tosse.

Sintomas e duração

Os sintomas da coqueluche incluem:

  • Febre baixa;
  • Tosse seca, que pode evoluir para crises severas;
  • Corrimento nasal;
  • Dificuldade respiratória durante crises de tosse;
  • Vômitos e cansaço extremo após as crises.

A doença pode durar entre 6 e 10 semanas, dependendo da gravidade e do tratamento.

A importância da vacinação

A vacina pentavalente é a principal forma de prevenção, sendo aplicada em três doses:

  1. Aos dois meses;
  2. Aos quatro meses;
  3. Aos seis meses de vida.

Gestantes também devem ser vacinadas a partir da 20ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos recém-nascidos até que possam receber suas primeiras doses.

Alerta à população

Diante do aumento de casos e óbitos, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e do acompanhamento médico, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como bebês e gestantes.

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