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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

Santa Catarina investe R$ 15 milhões em tecnologias contra a dengue

Nesta terça-feira (10), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, anunciou o repasse de mais de R$ 15 milhões para o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias voltadas ao combate ao Aedes aegypti. O investimento foi destinado a 18 projetos selecionados pelo edital 37/2024 da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), envolvendo sete Instituições de Ensino Superior (IES).

O objetivo dos projetos é explorar novas estratégias para controlar a proliferação do mosquito transmissor da dengue e aprimorar métodos de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Entre os temas abordados estão:

  • Efeitos das mudanças climáticas na presença do Aedes aegypti;
  • Uso de nanotecnologia e recursos naturais no controle do mosquito;
  • Desenvolvimento de tecidos repelentes;
  • Métodos para testes rápidos de diagnóstico;
  • Modelos para prever o avanço da doença nas regiões metropolitanas.

“É fundamental entender como o mosquito se adapta e descobrir maneiras mais eficientes de enfrentá-lo. Por isso estamos investindo em pesquisa, unindo governo, academia e setor produtivo para buscar soluções inovadoras”, destacou o governador Jorginho Mello.

Inicialmente, o edital 37/2024 previa um investimento de R$ 6 milhões para apoiar estudos científicos relacionados ao Aedes aegypti. No entanto, devido à gravidade da situação epidemiológica em Santa Catarina, o aporte foi ampliado em R$ 9,5 milhões, permitindo a aprovação de mais 12 projetos, totalizando 18 iniciativas contempladas.

“Os recursos serão aplicados diretamente em demandas da comunidade, com projetos que vão desde o desenvolvimento de larvicidas e insetos estéreis até a criação de tecnologias que tratam os sintomas da dengue”, explicou Fábio Wagner Pinto, presidente da Fapesc.

Além do combate à dengue, a Fapesc lançou outros dois editais para lidar com a superpopulação do mosquito maruim, com foco em controle sustentável e desenvolvimento de produtos inovadores. Essas iniciativas reafirmam o compromisso do estado em mitigar problemas causados por vetores que impactam a saúde pública.

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