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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

Santa Catarina enfrenta alta nos casos de arboviroses em 2024

As arboviroses seguem como um dos grandes desafios de saúde pública em Santa Catarina. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), vem intensificando mobilizações para sensibilizar a população e combater o Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Até o momento, 2024 já registrou o maior número de casos de dengue da história do estado, com 350.677 confirmações e 340 mortes. A vigilância também identificou 60.974 focos do mosquito em 255 municípios, sendo que 175 foram considerados infestados, o que contribui para a disseminação da doença.

De acordo com João Augusto Fuck, diretor da DIVE, a mobilização municipal é essencial. “Sugerimos ações como articulação entre diferentes setores municipais, fortalecimento da comunicação nas mídias locais e ampla divulgação das medidas preventivas para conscientizar a população”, destacou.

Com a proximidade do período sazonal, que favorece a proliferação do mosquito, a SES tem reforçado medidas de enfrentamento às arboviroses. Entre 7 e 14 de novembro, foi promovida a Semana de Mobilização da Rede de Ensino, com o objetivo de conscientizar estudantes e famílias. Além disso, reuniões regionais e capacitações para equipes locais vêm sendo realizadas desde outubro.

Ao longo do ano, o estado distribuiu e aplicou inseticidas, capacitou equipes técnicas, realizou visitas aos municípios e criou comitês para análise de óbitos relacionados a zoonoses. Para atender o aumento da demanda, foi ampliado o número de leitos destinados a pacientes com necessidade de internação por arboviroses.

Segundo João Augusto, a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti dentro e ao redor dos domicílios é a principal medida de prevenção. Entre as recomendações para a população estão: evitar o acúmulo de água em recipientes como pneus, tampas de garrafas e latas; tratar piscinas com cloro ou esvaziá-las quando não estiverem em uso; manter lagos e tanques limpos ou com peixes que se alimentem de larvas; lavar vasilhas de animais semanalmente; colocar areia nos pratinhos de plantas; e manter as lixeiras tampadas.

O estado reforça que o combate ao mosquito depende da colaboração de todos. O momento exige esforço conjunto para reduzir a transmissão e proteger a saúde da população catarinense.

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