Mais de 100 óbitos e números preocupantes de casos confirmados refletem a importância da prevenção contra o mosquito Aedes aegypti.
Santa Catarina enfrenta uma situação preocupante no âmbito da saúde pública, com um recorde alarmante de mais de 100 mortes por dengue em apenas um ano. Essa marca supera significativamente o número de óbitos registrados em 2023, quando foram contabilizadas 98 mortes ao longo de todo o ano.
Além das mortes, o estado também registra 62.149 casos confirmados e 169.994 casos prováveis de dengue, conforme dados atualizados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no painel de monitoramento.
O diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), João Fuck, ressalta que, embora dados recentes indiquem uma estabilidade na transmissão da doença, é crucial que a população não descuide das medidas preventivas contra o mosquito transmissor.
A vacinação contra a dengue, que visa reduzir os casos graves da doença, apresenta uma baixa adesão em Santa Catarina. Até o momento, foram aplicadas apenas 32.755 doses da vacina, o que corresponde a apenas 22% do público-alvo, composto por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Embora a vacinação esteja ocorrendo nas regiões Nordeste e Grande Florianópolis, a cobertura vacinal ainda é insuficiente. Na região Nordeste, onde a vacinação começou em fevereiro, a cobertura é de 31,49%, enquanto na Grande Florianópolis, que iniciou a vacinação em abril, apenas 13,3% do público-alvo está vacinado até o momento.
Apesar da baixa adesão e da disponibilidade de vacinas com validade até junho de 2024 e janeiro de 2025, respectivamente, Santa Catarina optou por não ampliar a faixa etária de vacinação neste momento. A decisão segue a preocupação em garantir a eficácia da imunização e evitar desperdício de doses.