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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Man with concealed identity smoking a controversial vape is a health risk

Uso de Vape Aumenta Risco de Insuficiência Cardíaca em 19%

Pesquisa revela impacto nocivo do aerosol de nicotina presente em cigarros eletrônicos e vapes na saúde cardíaca.

O uso de vape e cigarros eletrônicos pode aumentar o risco de desenvolver insuficiência cardíaca em até 19%. O dado será apresentado no domingo, dia 7, no encontro anual da American College of Cardiology, em Atlanta, no estado da Geórgia. De acordo com o estudo, o uso de nicotina aerossol sem combustão, comum aos cigarros eletrônicos e vapes, tem efeitos nocivos à saúde do coração.

Entendendo a Relação

A insuficiência cardíaca é um problema de saúde grave que afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil. Nos casos mais graves, os pacientes precisam passar por um transplante de coração. A doença ocorre quando o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para atender as necessidades do corpo, causando dificuldades na circulação sanguínea e comprometendo o funcionamento dos tecidos e órgãos.

Essa patologia é mais comum em pessoas com pressão alta, pois o coração precisa trabalhar com mais força para bombear o sangue, o que pode causar dilatação ao longo do tempo. Embora não tenha cura, a insuficiência cardíaca pode ser controlada com o uso regular de medicamentos e cuidados com a alimentação.

Detalhes do Estudo

O estudo utilizou informações do All of Us, uma base de dados de saúde de adultos dos Estados Unidos, e acompanhou 175 mil indivíduos ao longo de 45 meses, dos quais 3,2 mil desenvolveram insuficiência cardíaca. Ao comparar a população que usava cigarros eletrônicos com a que não fazia uso, a pesquisa revelou uma correlação significativa: um aumento de 19% no risco de insuficiência cardíaca entre os usuários de cigarros eletrônicos.

O uso desses dispositivos está mais associado a um tipo específico de insuficiência cardíaca, a fração de ejeção preservada (ICFEp), que causa um enrijecimento do músculo cardíaco, dificultando o enchimento do coração. Por muitos anos, esse diagnóstico foi associado ao envelhecimento e a doenças crônicas como diabetes e pressão alta, especialmente em mulheres.

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