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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

Fake news sobre ivermectina como tratamento para dengue preocupa autoridades de saúde

Medicamento não tem eficácia comprovada contra a doença, alerta Ministério da Saúde.

A ivermectina, conhecida por seu uso como antiparasitário e anteriormente promovida como parte de um tratamento precoce para a Covid-19, está novamente no centro das atenções devido a uma falsa afirmação de que poderia ser eficaz contra a dengue. A notícia, disseminada em alguns perfis de profissionais da saúde e até mesmo na mídia, carece de qualquer embasamento científico ou fonte confiável que a comprove.

O Ministério da Saúde alerta que a ivermectina não demonstrou eficácia em diminuir a carga viral da dengue e não reconhece qualquer protocolo que inclua o medicamento para o tratamento da doença. A disseminação de fake news, especialmente em um contexto epidemiológico que exige máxima atenção, representa um risco significativo para a saúde pública.

Para combater a dengue, é essencial estar ciente dos sintomas da doença. Estes podem incluir febre, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dores de cabeça, manchas vermelhas na pele, dor abdominal intensa, vômitos, letargia ou irritabilidade. Em casos graves, como a dengue hemorrágica, podem ocorrer sintomas como sangramento de mucosas, náuseas e vômitos persistentes, além de dor abdominal contínua e intensa.

O tratamento para dengue baseia-se principalmente na reposição volêmica adequada, considerando o sorotipo específico do vírus. Para casos leves, repouso, hidratação e o uso de medicamentos como paracetamol ou dipirona para controlar a febre e a dor são recomendados. Na maioria dos casos, a doença tem uma resolução espontânea após cerca de 10 dias.

É importante destacar que um indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida, devido à exposição aos diferentes sorotipos do vírus. A imunidade adquirida após a infecção é específica para cada sorotipo, deixando a pessoa suscetível aos demais.

No cenário de prevenção, a vacina contra a dengue é uma ferramenta crucial. Estima-se que cerca de 3,2 milhões de pessoas no Brasil receberão a vacina ao longo de 2024, priorizando crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, especialmente em áreas endêmicas.

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