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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

Casos de Sífilis Aumentam Mais de 20 Vezes em Santa Catarina em 10 Anos

O estado de Santa Catarina tem testemunhado um aumento significativo nos casos de sífilis, uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode ser fatal. Em 2022, foram notificados 19.900 casos, um aumento de mais de 20 vezes em relação a uma década atrás.
A sífilis em adultos pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo lesões genitais, lesões na pele, problemas cardíacos e neurológicos graves, e, em casos extremos, pode ser fatal.
Esses dados foram divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) e abrangem casos de sífilis adquirida, sífilis em gestantes e sífilis congênita (transmitida de mãe para filho durante a gravidez).

Os números são alarmantes:

  • Sífilis adquirida: de 574 casos em 2012 para 15.702 em 2022.
  • Sífilis em gestantes: de 322 casos em 2012 para 3.049 em 2022.
  • Sífilis congênita: de 100 casos em 2012 para 693 em 2022.

A infectologista Regina Valim, gerente médica do IST da Dive, atribuiu esse aumento a uma maior testagem, mas também a uma “falsa sensação de segurança em relação às ISTs” na população.
Para combater essa tendência preocupante, a Dive enfatiza a importância do teste para sífilis durante o pré-natal, com pelo menos três testes durante a gestação. Os parceiros das gestantes também devem ser testados. O tratamento deve ser iniciado imediatamente caso a infecção seja detectada, especialmente para evitar a transmissão da sífilis para o bebê.
A sífilis congênita pode causar sérias complicações ao bebê, incluindo aborto espontâneo, parto prematuro, malformações, surdez, cegueira, deficiência mental e até morte do recém-nascido.

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