Um detento foi pego com celulares e câmera fotográfica em uma prisão, após trocar fotos íntimas com uma interna, em mais um caso de infração no uso de eletrônicos nas cadeias.
A descoberta levou à perda de benefícios para o detento, incluindo a progressão de regime, além de ter alterado um banco de dados para o cumprimento de sua pena. Além disso, foi instaurado um processo administrativo disciplinar para investigar o caso.
A situação ocorreu à tona quando, em 18 de abril, policiais penais receberam informações de que o apenado estaria utilizando uma oficina onde trabalhava para se comunicar com uma detenta por meio de um buraco na parede. O buraco teria sido feito para passar objetos e equipamentos eletrônicos.
Dentro da oficina, foram encontrados dois celulares, um carregador, uma câmera fotográfica com imagens íntimas tanto do detento quanto da interna, além de cartas de outros internos e um monitor com leitor de DVD, contendo conteúdo pornográfico, em uma caixa de madeira fechada com cadeado.
O uso de aparelhos eletrônicos nas prisões é proibido e considerado uma infração grave, sujeito a punições de acordo com a Lei de Execuções Penais. Apesar das denúncias da detenção de que outros internos tinham acesso livre ao ambiente, as evidências demonstradas resultaram em perda de benefícios e na abertura de um processo administrativo para apurar os fatos.
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