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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

SC recebe mais de 900 doses da vacina contra mpox

A Secretaria da Saúde de Santa Catarina recebeu 984 doses da vacina contra mpox, doença que antes era conhecida como varíola dos macacos. A pasta esclareceu que o público-alvo será específico e a estratégia de vacinação está sendo elaborada.

O recebimento das doses ocorreu na quarta-feira (15). A ideia da secretaria é estabelecer a estratégia de vacinação junto aos municípios para depois distribuir a vacina.

Público-alvo

De acordo com o Ministério da Saúde, o principal objetivo da aplicação desta vacina é interromper a transmissão de pessoa a pessoa. A vacinação em massa, segundo o órgão federal, não é recomendada.

Dessa forma, a secretaria informou que a vacinação será feita em duas categorias, de pré e pós exposição à doença.

O esquema de vacinação é de duas doses, com um intervalo de quatro semanas (28 dias) entre elas.

Vacinação pré-exposição

Público-alvo:

Pessoas vivendo com HIV/Aids: homens cisgênero, travestis e mulheres transexuais; com idade igual ou superior a 18 anos; e com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses;

Profissionais de laboratório que trabalhem diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.

Vacinação pós-exposição

Público-alvo:

Pessoas com idade entre 18 e 49 anos que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta situação, o contato deve tomar a dose até 14 dias após a exposição. No entanto, a maior efetividade da estratégia pós-exposição se dá nos quatro primeiros dias após a exposição.

Por que mudou o nome de varíola dos macacos para mpox?

Em uma convenção em novembro, a OMS começou a usar o termo mpox como sinônimo da varíola dos macacos (em inglês, monkeypox). A ideia da organização é que ambos os nomes sejam utilizados simultaneamente em inglês durante um ano, enquanto o termo “monkeypox” é gradualmente abolido.

A mudança ocorreu porque houve casos de linguagem racista relacionados à doença. Segundo a OMS, pessoas e representantes de países manifestaram preocupação e pediram à organização que fosse pensada uma forma de contornar essa situação.

Fonte: G1/SC

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