Os partidos políticos e federações partidárias têm até esta quarta-feira (5) para oficializar os candidatos que disputarão as eleições de 2026. O prazo marca o encerramento das convenções partidárias, período em que as legendas definem os nomes e possíveis alianças para os cargos em disputa.
A partir de quinta-feira (6), não será mais permitido indicar novos candidatos. As convenções, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, seguiram o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral e puderam ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida.
Definição de candidatos e alianças
Durante as convenções, os partidos escolheram candidatos para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Também foram definidas coligações para as eleições majoritárias, que envolvem os cargos de presidente, governador e senador.
Após cada reunião, as legendas devem registrar atas e listas de presença, encaminhando a documentação pelo Sistema de Candidaturas até o dia seguinte ao encontro.
Registro oficial das candidaturas
Com o fim das convenções, inicia-se a fase de registro das candidaturas. A Justiça Eleitoral analisará a documentação apresentada para verificar se os candidatos cumprem os requisitos legais. Somente após a aprovação dos registros os nomes estarão oficialmente habilitados para a disputa.
Início da campanha eleitoral
O calendário prevê que a propaganda oficial comece em 16 de agosto. A partir dessa data, candidatos e partidos poderão realizar pedidos de voto e divulgar campanhas em diferentes meios, incluindo internet, ruas e o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
Antes do início oficial, são permitidas ações de pré-campanha, como entrevistas, reuniões e divulgação de propostas, mas sem pedidos explícitos de voto. A prática pode ser considerada propaganda antecipada.
Novas regras para uso de inteligência artificial
As eleições de 2026 terão regras mais rigorosas para o uso de inteligência artificial. Entre as medidas estão a obrigatoriedade de identificar conteúdos produzidos com IA e a proibição de materiais manipulados por meio de deepfake. O objetivo é ampliar a transparência e combater a disseminação de informações falsas durante o período eleitoral.