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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Adobe stock

Senado aprova gratuidade total da conta de luz para famílias de baixa renda

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17) a Medida Provisória 1.300/2025, que amplia a Tarifa Social de Energia Elétrica e garante gratuidade total da conta de luz para cerca de 4,5 milhões de famílias de baixa renda. A proposta foi aprovada no último dia de vigência, com 49 votos favoráveis, 3 contrários e 3 abstenções, e agora segue para sanção presidencial como Projeto de Lei de Conversão (PLV 4/2025).

Quem será beneficiado

A gratuidade será concedida a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que consumam até 80 kWh por mês. Atualmente, a Tarifa Social oferece descontos parciais entre 10% e 65% para consumo de até 220 kWh. Com a nova regra, o benefício será integral para:

  • Famílias com renda per capita de até meio salário mínimo inscritas no CadÚnico
  • Idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • Famílias com renda de até três salários mínimos que tenham membros com doenças ou deficiências que exigem uso contínuo de equipamentos elétricos
  • Famílias indígenas e quilombolas com consumo mensal de até 80 kWh
  • Famílias atendidas por sistemas isolados na região Norte

Embora a energia consumida seja gratuita, custos como iluminação pública e ICMS poderão ser cobrados, conforme legislação local.

Expansão em 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, famílias com renda entre meio e um salário mínimo per capita também terão isenção da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) em contas com consumo de até 120 kWh mensais. A medida deve beneficiar até 115 milhões de consumidores com gratuidade ou redução na conta de luz.

Debate no Senado

O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) elogiou a medida como um avanço na redução da desigualdade energética. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o impacto fiscal, estimado em R$ 4,5 bilhões, e alertou que o custo será repassado à classe média e ao setor produtivo por meio da CDE.

Outros pontos da MP

A versão final da MP excluiu temas polêmicos, como:

  • Escolha de fornecedor pelo consumidor
  • Incentivos à energia alternativa
  • Tarifas diferenciadas por horário e pré-pagamento
  • Mudanças no mercado de gás natural

Também foram incluídas:

  • Descontos para quitação de dívidas de geradoras hidrelétricas pelo uso da água
  • Flexibilização de horários para desconto de energia em atividades de irrigação e aquicultura
  • Rateio do custo da energia nuclear entre todos os consumidores, exceto os de baixa renda, a partir de 2026

A medida representa uma das maiores expansões da política energética voltada à população vulnerável e deve provocar novos debates sobre sustentabilidade fiscal e equilíbrio tarifário no setor elétrico.

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