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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens – Direitos reservados ao autor.

Santa Catarina registra mais de 10 mil casos de doença diarreica aguda em 2026

Santa Catarina já contabiliza 10.649 casos de Doença Diarreica Aguda (DDA) em 2026, conforme dados oficiais do Ministério da Saúde atualizados até quinta-feira (15). O cenário acende alerta principalmente nas regiões litorâneas, que concentram a maior parte das notificações neste início de ano.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), fatores típicos do verão explicam o crescimento dos registros no litoral catarinense. Altas temperaturas, maior circulação de turistas, consumo frequente de alimentos fora de casa e exposição a águas impróprias para banho criam condições favoráveis à transmissão da doença. A manipulação inadequada de alimentos e falhas na conservação também contribuem para o aumento das infecções.

Casos em diferentes regiões

Embora a concentração seja maior no litoral, a SES destaca que a DDA não se limita a essa área. Itajaí lidera o ranking estadual, com 1.335 casos registrados, seguida por Chapecó, no Oeste, com 599 notificações. Os dados, segundo a secretaria, não representam a totalidade dos episódios, mas funcionam como indicador epidemiológico para identificar tendências e possíveis surtos.

Características da doença

A Doença Diarreica Aguda é definida pelo Ministério da Saúde como a ocorrência de três ou mais episódios de diarreia em 24 horas, com fezes líquidas ou amolecidas. Os quadros podem vir acompanhados de náusea, vômitos, febre e dor abdominal. Na maioria dos casos, a doença é autolimitada e dura até 14 dias, mas em situações graves pode haver muco ou sangue nas fezes e risco de desidratação, especialmente em crianças e idosos. A transmissão ocorre principalmente por água e alimentos contaminados, contato com superfícies ou mãos sujas e interação direta com pessoas ou animais infectados.

Explosão de casos em Bombinhas

Um dos cenários mais preocupantes ocorre em Bombinhas, no Litoral Norte. O município registrou 409 casos de DDA entre 29 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, um aumento de 353% em relação ao mesmo período da temporada anterior, quando foram contabilizados 87 casos.

O crescimento coincide com denúncias de descarte irregular de esgoto e com dados do Instituto do Meio Ambiente (IMA), que apontaram 8 dos 17 pontos analisados como impróprios para banho. A presença elevada de coliformes fecais indica risco direto à saúde pública.

Em nota, a Prefeitura de Bombinhas afirmou que a elevação nos números não deve ser interpretada isoladamente como agravamento do cenário epidemiológico, mas como reflexo da melhoria na qualidade da vigilância, já que mudanças no sistema de notificação tornaram os registros mais precisos.

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