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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Reprodução Ministério da Saúde

Santa Catarina monitora 16 casos suspeitos de mpox em meio a aumento de notificações em 2026

Santa Catarina acompanha atualmente 16 casos suspeitos de mpox, conforme dados divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE). Até o momento, não há registros confirmados de transmissão local da doença em 2026. O único caso positivo identificado no estado envolve um paciente residente em outra unidade da federação, motivo pelo qual não é contabilizado como ocorrência local pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC).

Além dos casos suspeitos, dois episódios foram classificados como prováveis, quando o resultado do exame é inconclusivo ou não há possibilidade de nova coleta, mas existe vínculo epidemiológico com a doença. Segundo a DIVE, a situação segue considerada controlada.

No final de fevereiro, o estado registrava seis casos suspeitos, todos na Grande Florianópolis, com notificações em Biguaçu, Florianópolis, Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça. A SES/SC foi questionada sobre os municípios que concentram os novos casos, mas não respondeu até a publicação das informações.

Dados do boletim epidemiológico mais recente apontam que, entre julho de 2022 e 21 de fevereiro de 2026, Santa Catarina registrou 3.307 notificações suspeitas de mpox. Desse total, 599 foram confirmadas, 2.626 descartadas e 61 classificadas como prováveis. Outros seis registros tiveram perda de acompanhamento por falta de amostras adequadas ou ausência de vínculo epidemiológico, enquanto 15 permaneciam em investigação. Nesse período, houve um óbito relacionado à doença, em 2022.

No cenário nacional, o Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde contabiliza 149 ocorrências de mpox em 2026, entre casos confirmados e prováveis. Desses, 140 tiveram confirmação laboratorial e nove seguem em análise. São Paulo concentra a maior parte dos registros, com 93 confirmações, além de mais de 570 notificações suspeitas em todo o país.

A mpox é causada pelo vírus monkeypox, pertencente ao grupo dos orthopoxvírus. A transmissão pode ocorrer por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou materiais contaminados, como roupas e lençóis. Há também possibilidade de disseminação por contato próximo e prolongado ou por gotículas respiratórias em determinadas situações.

Entre os principais sintomas estão febre, erupções cutâneas e inchaço dos linfonodos. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com sinais suspeitos procurem atendimento médico e informem se tiveram contato recente com casos confirmados ou em investigação.

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