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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Reprodução/ Facebook de Carlos Sviatowski

Santa Catarina institui dia oficial para São João Maria

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou o Projeto de Lei nº 0286/2025, que institui o Dia Estadual de São João Maria, a ser celebrado anualmente em 3 de maio. A matéria altera o Anexo Único da Lei nº 18.531, de 2022, que consolida as datas e eventos alusivos no âmbito estadual.

A proposta, de autoria do deputado estadual Padre Pedro Baldissera (PT), foi lida no Expediente da Sessão Plenária de 5 de agosto de 2025 e tramitou pelas comissões, com ajustes na redação para adequação à técnica legislativa. O relator, deputado Mário Motta, emitiu parecer favorável à aprovação, destacando o simbolismo da data.

Segundo o relator, o dia 3 de maio surge da “tradição secular de inúmeras comunidades da Região do Vale do Contestado”, onde a memória de São João Maria permanece viva há mais de um século por meio de devoção popular, relatos orais e locais como poços de água considerados milagrosos. As comunidades preservam a fé e os ensinamentos do monge, transmitindo de geração em geração o respeito por aquele que atuou como conselheiro dos humildes.

A iniciativa reconhece João Maria como figura mística associada à resistência, esperança e à identidade cabocla do Planalto Catarinense. A data não cria feriado, mas integra o calendário oficial como momento de celebração e reflexão sobre a história regional.

O projeto agora segue para as etapas finais na Comissão de Educação e Cultura antes de possível sanção. Se virar lei, o 3 de maio passará a fazer parte das datas alusivas de Santa Catarina, reforçando a preservação da memória cultural ligada à Guerra do Contestado e à devoção popular ao monge.

A figura de São João Maria (também referida como Monge João Maria) está enraizada na religiosidade popular do sul do Brasil, especialmente em Santa Catarina e no Paraná, onde sua passagem deixou marcas profundas na cultura sertaneja e na memória coletiva das comunidades rurais.

A aprovação na Alesc atende a mobilização de devotos e comunidades do interior, que há décadas mantêm viva a tradição em torno do monge. A data escolhida reflete o calendário já observado por grupos religiosos na região do Contestado.

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