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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Divulgação/Receita federal

Receita e PF rastreiam metanol tóxico em bebidas adulteradas: operação mira 24 empresas

A Receita Federal, em parceria com a Polícia Federal, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Ministério da Agricultura e Pecuária, deflagrou nesta quinta-feira (16) a “Operação Alquimia”, com foco na identificação da origem do metanol encontrado em bebidas alcoólicas adulteradas. A substância, altamente tóxica, já provocou 41 casos de intoxicação confirmados no país, com oito mortes registradas.

A operação fiscaliza 24 empresas em cinco estados — São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — que atuam em setores como o sucroalcooleiro, além de importadores e distribuidores de metanol. O objetivo é coletar amostras da substância para análise química e rastrear sua procedência, com foco na prevenção de novos casos de contaminação.

Expansão das investigações

A “Operação Alquimia” é um desdobramento da “Carbono Oculto”, que revelou esquemas de adulteração de combustíveis com uso de metanol. Agora, o foco se estende à contaminação de bebidas alcoólicas, ampliando o escopo das investigações.

Cerca de 48 servidores da Receita Federal participam da ação. No estado de São Paulo, as empresas fiscalizadas estão localizadas em cidades como Araçariguama, Arujá, Avaré, Cerqueira César, Cotia, Guarulhos, Jandira, Laranjal Paulista, Limeira, Morro Agudo, Palmital, Sumaré e Suzano.

Risco à saúde pública

O metanol é uma substância química utilizada industrialmente, mas sua ingestão pode causar efeitos graves à saúde, incluindo cegueira, falência renal e morte. A presença do composto em bebidas adulteradas representa um risco elevado à população, especialmente em regiões onde há consumo de produtos não fiscalizados.

As autoridades reforçam que o combate à adulteração de bebidas é uma medida urgente de proteção à saúde pública. A Receita Federal e os órgãos envolvidos devem divulgar os resultados das análises nas próximas semanas, com possíveis desdobramentos criminais e administrativos contra os responsáveis.

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