Na tarde de quarta-feira, 2 de julho de 2025, a Polícia Militar de Santa Catarina realizou três prisões em diferentes municípios da região serrana, cumprindo mandados de prisão ativos contra indivíduos procurados por crimes diversos. As operações, conduzidas em Frei Rogério, Timbó Grande e Curitibanos, demonstram a eficácia das rondas policiais e do trabalho de inteligência na identificação de foragidos. Após os procedimentos legais, os detidos foram encaminhados ao Presídio de Lages, onde permanecem à disposição da Justiça.
A primeira prisão ocorreu em Frei Rogério, durante uma ronda escolar nas proximidades de uma creche municipal. Por volta das 14h, os policiais abordaram um homem de 29 anos que transitava pela área. Após consulta nominal no sistema, foi constatado um mandado de prisão em aberto contra ele por falta de pagamento de pensão alimentícia. A dívida, que não teve o valor divulgado, levou à sua detenção imediata. O caso reforça a importância das fiscalizações em locais estratégicos, como escolas, onde a presença policial visa tanto a segurança da comunidade quanto a identificação de irregularidades.
Em Timbó Grande, a segunda operação aconteceu no bairro Nossa Senhora Aparecida, às margens da rodovia SC-340. A guarnição local, durante patrulhamento de rotina, localizou uma mulher de 45 anos que era alvo de um mandado de prisão por tortura, crime pelo qual foi condenada a 5 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. A captura, realizada por volta das 15h30, foi resultado de informações prévias que indicavam a presença da foragida na região. A gravidade do crime, que envolve violência extrema, chamou a atenção da comunidade local, que acompanhou a ação com surpresa.
A terceira prisão foi registrada no centro de Curitibanos, também durante rondas escolares. Um homem de 27 anos, já conhecido pelas autoridades locais, foi abordado por volta das 16h. Após verificação, os policiais confirmaram um mandado de prisão por extorsão indireta, com pena estipulada de 6 anos e 2 meses em regime aberto. A familiaridade da guarnição com o suspeito facilitou a identificação, destacando a importância do conhecimento prévio das equipes sobre atividades suspeitas em suas áreas de atuação.
Os três detidos passaram por exames de corpo de delito, conforme exigido por lei, e foram conduzidos ao Presídio Regional de Lages no final da tarde. A Polícia Militar destacou que as prisões são parte de um esforço contínuo para garantir a segurança pública e cumprir ordens judiciais, especialmente em áreas sensíveis como entornos escolares. As ações também reforçam a integração de sistemas de consulta, que permitem identificar foragidos de forma ágil durante abordagens de rotina.
A comunidade das três cidades reagiu com alívio às prisões, mas o caso também gerou debates sobre a diversidade dos crimes que levaram às detenções. Enquanto a falta de pagamento de pensão alimentícia reflete questões familiares, os crimes de tortura e extorsão indireta apontam para desafios mais graves na segurança pública. Em Curitibanos, moradores próximos ao local da prisão comentaram a importância da presença policial constante, especialmente em áreas centrais movimentadas. “Saber que estão prendendo quem deve à Justiça dá uma sensação de segurança, mas também preocupa pensar que essas pessoas estavam circulando livremente”, disse uma comerciante local, que preferiu não se identificar.
As autoridades informaram que os detidos permanecerão no Presídio de Lages até que os trâmites judiciais sejam concluídos. No caso do condenado por extorsão indireta, que cumpre pena em regime aberto, a prisão pode estar relacionada a descumprimento de condições impostas pela Justiça. Já a mulher condenada por tortura enfrentará o regime fechado, enquanto o homem preso por pensão alimentícia poderá ter a situação revisada mediante pagamento ou acordo judicial. A Polícia Militar reforçou que operações como essas continuarão, com foco na prevenção e na captura de foragidos, garantindo que a lei seja cumprida em todo o estado.