A Polícia Civil de Santa Catarina segue investigando se outras pessoas estiveram envolvidas no sequestro e assassinato da motorista de aplicativo Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos, ocorrido em Videira. Apesar da prisão de Lucas Érico Livério, de 32 anos, que confessou o crime, o inquérito permanece em andamento.
Segundo as apurações, o suspeito solicitou uma corrida na quarta-feira (25) e fez a motorista refém. Ele exigiu dinheiro da família como resgate e recebeu R$ 3,5 mil em transferências bancárias. Mesmo após o pagamento, Silvana foi morta a tiros e teve o corpo ocultado em área de mata em Fraiburgo. O veículo foi encontrado abandonado em Videira.
Investigações em curso
O delegado Édipo Flamia, responsável pelo caso, afirmou que novas diligências estão sendo realizadas para verificar se houve participação de familiares ou terceiros. “Nós vamos fazer mais diligências para ver se tem algum familiar envolvido, uma terceira pessoa na cena do crime”, disse. O trabalho técnico conta com apoio de operadoras de telefonia e provedores de internet.
O laudo do exame realizado no corpo da vítima já foi entregue à Polícia Civil, mas detalhes não foram divulgados. Testemunhas também estão sendo ouvidas para complementar as informações.
Prisão e indiciamento
Lucas Érico Livério foi preso em flagrante na BR-282, em Joaçaba, na noite de quarta-feira (25). Ele confessou o crime e indicou o local onde havia ocultado o corpo. Após audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva.
O suspeito foi indiciado por extorsão qualificada, com restrição de liberdade da vítima e resultado morte, além de ocultação de cadáver. No momento do crime, ele cumpria pena por roubo em regime aberto, conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Próximos passos
O carro da vítima passa por perícia e a investigação busca esclarecer se houve participação de outras pessoas no planejamento ou execução do crime. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Videira, com acompanhamento do MPSC.