O cantor sertanejo Gusttavo Lima teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça de Pernambuco e, após o mandado, viajou para Miami, nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo colunista Leo Dias, que conversou com o artista por telefone. Ao ser questionado, Lima afirmou estar tranquilo e declarou: “Eu não fiz nada de errado e nem tem nada contra mim. Essa prisão vai ser revogada, eu tenho fé em Deus.”
A prisão foi decretada pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, no âmbito da Operação Integrations, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a magistrada, Gusttavo Lima teria auxiliado dois suspeitos a fugir do Brasil, além de manter uma relação financeira com os envolvidos, o que levantou suspeitas sobre sua participação em atividades criminosas. A juíza destacou uma viagem de Lima à Grécia, onde o cantor teria sido visto com os investigados, e mencionou a possibilidade de que o avião do cantor tenha transportado os suspeitos para o exterior.
Defesa do cantor
A defesa de Gusttavo Lima considerou a decisão injusta e sem fundamentos legais. Em nota, seus advogados informaram que já estão tomando as medidas necessárias para reverter a decisão judicial. A defesa enfatizou que o artista não está envolvido em atividades ilícitas e que confia na Justiça brasileira para provar sua inocência.
“O cantor Gusttavo Lima jamais seria conivente com qualquer fato contrário ao ordenamento de nosso país e não há qualquer envolvimento dele ou de suas empresas com o objeto da operação deflagrada pela polícia pernambucana”, declarou a nota.
Implicações da investigação
A Operação Integrations, que também levou à prisão da influencer Deolane Bezerra e sua mãe, Solange Bezerra, investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Deolane está detida na Colônia Penal Feminina de Buíque desde 10 de setembro. A juíza responsável pelo caso reforçou que, independentemente da condição financeira, todos devem responder por suas ações de acordo com os princípios do Estado de Direito.