A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou oficialmente, nesta quinta-feira (25), os mascotes da Copa do Mundo de 2026, que será realizada de forma inédita em três países: Canadá, México e Estados Unidos. A revelação ocorreu em meio às comemorações do Dia Nacional do Rádio e marca mais um passo na preparação para o torneio, que promete ser o maior da história do futebol internacional.
Expansão histórica e novo formato de disputa
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira a contar com 48 seleções participantes, superando o tradicional formato de 32 equipes. As seleções serão distribuídas em 12 grupos, com os dois primeiros colocados de cada grupo e os oito melhores terceiros lugares avançando para a fase de mata-mata. A competição será dividida em três grandes regiões — Costa Oeste, Central e Costa Leste — com cada seleção disputando a fase de grupos em uma dessas áreas, facilitando a logística e o deslocamento entre as sedes.
A abertura do torneio está marcada para o dia 11 de junho de 2026, no estádio Azteca, na Cidade do México. Esta será a terceira vez que o Azteca recebe uma partida inaugural de Copa do Mundo. A grande final acontecerá no dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos. A fase de grupos contará com 72 partidas entre os dias 11 e 27 de junho. O mata-mata terá início entre 28 de junho e 3 de julho, com as oitavas de final ocorrendo de 4 a 7 de julho. A partir das quartas de final, todas as partidas serão disputadas exclusivamente em território norte-americano.
Mascotes refletem identidade cultural e posições em campo
A FIFA também apresentou os mascotes oficiais da competição, cada um representando um dos países-sede. Além de simbolizar elementos culturais, os personagens foram associados a posições específicas dentro de campo, reforçando o vínculo entre identidade nacional e estratégia esportiva.
O Canadá será representado por “Maple the Moose”, um alce inspirado na folha de bordo presente na bandeira canadense. Com postura protetora e imponente, Maple atuará como goleiro, simbolizando segurança e resistência — características atribuídas à espécie e à cultura local.
Nos Estados Unidos, o mascote será “Clutch the Bald Eagle”, uma águia careca que representa força e precisão. Clutch jogará como meio-campista, posição estratégica que reflete o papel da águia como emblema nacional e remete ao termo “clutch”, usado para definir atletas decisivos em momentos cruciais.
Já o México terá como mascote “Zayu the Jaguar”, um felino ágil e veloz, com forte ligação à cultura indígena e às tradições locais. Zayu será atacante, simbolizando garra, instinto e determinação — atributos historicamente associados ao jaguar nas mitologias mexicanas.
Diversidade e inovação marcam a edição de 2026
Com a ampliação do número de seleções, a diversidade cultural e a abrangência geográfica da Copa do Mundo de 2026 prometem transformar o evento em um marco global. A escolha de mascotes que representam não apenas os países-sede, mas também funções dentro do campo, reforça o caráter inovador da competição. A FIFA aposta em uma edição histórica, com grandes confrontos, celebração da cultura continental e fortalecimento do futebol como ferramenta de integração entre nações.