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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

EUA entram na guerra entre Israel e Irã e bombardeiam instalações nucleares

O cenário de instabilidade no Oriente Médio sofreu uma guinada drástica na noite de sábado, 21 de junho. Pela primeira vez desde o início das hostilidades diretas entre Israel e Irã, os Estados Unidos intervieram militarmente no conflito, bombardeando três das principais instalações nucleares iranianas. A ofensiva — que destruiu as usinas de Fordow, Natanz e Isfahan — marca uma escalada sem precedentes e reforça o risco de um confronto generalizado com repercussões globais.

A operação, batizada de Midnight Hammer pelo Departamento de Defesa dos EUA, mobilizou mais de 120 aeronaves, incluindo bombardeiros estratégicos B-2 Spirit, capazes de penetrar defesas aéreas avançadas. As aeronaves foram apoiadas por mísseis de cruzeiro Tomahawk, lançados a partir de submarinos no Golfo Pérsico. “Os alvos foram completamente obliterados”, afirmou o presidente Donald Trump, em pronunciamento pela rede Truth Social, sem detalhar se houve vítimas civis ou militares.

O ataque visou estruturas subterrâneas associadas ao programa nuclear iraniano — um tema há décadas no centro das tensões entre Washington e Teerã. Embora o Irã tenha afirmado que parte de suas defesas aéreas foi ativada, fontes do Pentágono indicam que a operação surpreendeu as forças iranianas. Imagens de satélite divulgadas por empresas de monitoramento privado indicam destruição severa, mas a extensão do impacto sobre as capacidades nucleares iranianas ainda está em avaliação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A resposta iraniana não tardou. Mísseis foram disparados contra a base aérea americana de Al-Udeid, no Catar, uma das principais plataformas de operações dos EUA no Oriente Médio. Segundo o Comando Central das Forças Armadas Americanas, não houve vítimas no ataque, mas o incidente aumentou o temor de uma cadeia de retaliações.

Internacionalmente, a ofensiva foi recebida com cautela e críticas. A Rússia acusou os EUA de “uma agressão não provocada” e afirmou que o ataque violou o direito internacional. A China declarou-se “profundamente preocupada” e pediu a retomada imediata do diálogo multilateral. Já a União Europeia emitiu um comunicado pedindo moderação e alertando para o risco de “um ponto de não retorno” nas relações diplomáticas entre Ocidente e Oriente Médio.

Nos bastidores da diplomacia internacional, a ONU convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança. O secretário-geral, António Guterres, classificou o momento como “crítico para a paz internacional” e apelou por contenção de todas as partes envolvidas. A AIEA, por sua vez, informou que não houve liberação de radiação nas áreas bombardeadas, mas que intensificou o monitoramento em solo e por satélite.

Dentro dos Estados Unidos, o ataque acentuou a polarização política. Enquanto líderes republicanos elogiaram a ação como “decisiva e necessária”, a bancada democrata acusou Trump de agir sem consulta ao Congresso, revivendo críticas sobre decisões unilaterais em política externa. “Estamos diante de um ato com consequências geopolíticas imensas, e o presidente não tem carta branca para iniciar uma guerra”, declarou o senador Tim Kaine (D-VA).

Especialistas em segurança internacional já alertam para o risco de novos ataques, incluindo represálias de grupos aliados ao Irã, como o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque e na Síria. Há ainda o temor de que o Irã se retire completamente do Acordo Nuclear de Viena, encerrando qualquer cooperação com a AIEA e acelerando um programa de armas atômicas como retaliação estratégica.

A entrada dos Estados Unidos na guerra marca um divisor de águas. Em vez de um conflito localizado entre dois rivais regionais, o que se desenha agora é uma crise com potencial para envolver diversas potências militares e reconfigurar o equilíbrio de forças não só no Oriente Médio, mas no tabuleiro global.

Se a diplomacia não retomar o protagonismo rapidamente, o mundo poderá estar às portas de uma nova conflagração internacional.

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