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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Reprodução/ Bing imagens

AVC mata um brasileiro a cada seis minutos e supera infarto como causa de morte no país

O acidente vascular cerebral (AVC) continua entre as principais causas de morte no Brasil, com registro de 64.471 óbitos entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil. O número equivale a uma morte a cada seis minutos, consolidando a doença como a segunda principal causa de óbito no país, à frente do infarto agudo do miocárdio.

Em 2024, o AVC foi responsável por 85.427 mortes, superando os 77.886 óbitos por infarto no mesmo período. Os indicadores apontam retomada no crescimento após breve declínio entre 2022 e 2023, reforçando a gravidade do problema para a saúde pública brasileira.

O AVC ocorre pela interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro. O tipo isquêmico, causado por obstrução de artérias por coágulos, representa cerca de 70% dos casos. O hemorrágico, decorrente do rompimento de vasos sanguíneos, corresponde a aproximadamente 30% das ocorrências e apresenta maior taxa de letalidade.

Especialistas alertam que até 90% dos AVCs podem ser prevenidos com o controle de fatores de risco modificáveis, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular são fundamentais para reduzir a incidência da doença.

O reconhecimento rápido dos sintomas é decisivo para melhorar o prognóstico e minimizar sequelas. Os principais sinais incluem fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, perda de visão repentina, tontura intensa e dor de cabeça severa sem causa aparente. Diante desses indícios, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência.

Além da alta mortalidade, o AVC impõe consequências graves aos sobreviventes. Estima-se que cerca de metade dos pacientes passe a depender de cuidadores para atividades diárias básicas, enquanto aproximadamente 70% não conseguem retornar ao trabalho anterior.

Embora mais frequente em idosos, a doença afeta também faixas etárias mais jovens: mais de 60% dos casos ocorrem em indivíduos com menos de 70 anos, e cerca de 16% em pessoas abaixo dos 50 anos.

Entre 2019 e setembro de 2024, as internações por AVC geraram mais de 680 mil diárias hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS), com gastos superiores a R$ 910 milhões, evidenciando o elevado impacto econômico e assistencial da doença no sistema de saúde brasileiro.

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