O caso da modelo catarinense Lidiane Lorenço, natural de Santa Cecília, e de sua filha, Miana Sophya Santos, continua a gerar repercussão. O apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde mãe e filha morreram por intoxicação de monóxido de carbono, foi interditado pela Polícia Civil por oferecer risco à saúde. Mesmo assim, o imóvel acabou sendo anunciado para locação por temporada em uma plataforma de hospedagem, o que provocou indignação entre os familiares.
Os advogados da família protocolaram pedido junto à 16ª Delegacia da Barra da Tijuca exigindo que o anúncio seja retirado em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 400. Eles questionam como o acesso ao imóvel foi possível após a interdição oficial, já que qualquer entrada no local contraria determinação policial e expõe terceiros a perigo. A plataforma Airbnb informou que está analisando o caso e deve se pronunciar em breve.
O anúncio, publicado em 7 de fevereiro, destacava vantagens como proximidade da praia, cozinha equipada, Wi-Fi e câmeras externas de segurança. No entanto, também informava a ausência de detector de monóxido de carbono, detector de fumaça e sistema de aquecimento. Apesar disso, hóspedes chegaram a deixar avaliações positivas, descrevendo o anfitrião como “atencioso” e o apartamento como “bem localizado”.
Além da questão da locação irregular, os familiares denunciam o desaparecimento de bens de alto valor que estavam no imóvel, como joias e quadros. Segundo os advogados, o apartamento foi esvaziado sem comunicação aos herdeiros. Eles pedem que a proprietária seja nomeada depositária fiel até a devolução formal dos objetos, com prazo de 15 dias para entrega.