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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Reprodução

Dólar dispara a R$ 5,60, Bolsa cai 16% e Tesouro cancela leilões

O mercado financeiro brasileiro enfrentou forte turbulência nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais. O dólar comercial chegou a R$ 5,60 durante a manhã, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 16% e acionou o mecanismo de interrupção temporária das negociações, conhecido como circuit breaker, ao atingir queda de 10%.

Dólar sobe 12,5% e oscila de forma intensa

A moeda norte-americana registrou valorização de aproximadamente 12,5% em relação ao fechamento anterior, de R$ 4,98. Na abertura do mercado, o dólar já havia subido 8,65%, alcançando R$ 5,42. As cotações oscilaram durante toda a manhã, em meio à reação dos investidores ao resultado do pleito.

B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020

Na Bolsa de Valores, a queda de 10% do Ibovespa levou a B3 a suspender as negociações por 30 minutos. Foi o primeiro acionamento do mecanismo desde março de 2020, quando os mercados globais registraram fortes perdas em meio à pandemia de Covid-19.

No mercado futuro, o índice chegou a recuar cerca de 19%, aos 168 mil pontos, conforme atualização divulgada durante a manhã. Os números refletem a intensidade da reação dos investidores e podem mudar com a retomada das operações.

Tesouro cancela leilões de títulos públicos

A instabilidade levou o Tesouro Nacional a cancelar os leilões de títulos públicos previstos para terça-feira (27) e quinta-feira (29). Foram suspensas as ofertas de títulos prefixados e de papéis vinculados à inflação. O leilão de títulos atrelados à taxa Selic, previsto para terça-feira, foi mantido.

A decisão ocorreu em um cenário de forte volatilidade, no qual as condições de mercado dificultam a definição de taxas consideradas adequadas para a emissão dos papéis.

Os juros futuros também dispararam durante a manhã. Contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram avanços de até 260 pontos-base, o que reflete o aumento da percepção de risco e a preocupação dos investidores com a trajetória das contas públicas.

Incerteza sobre a política econômica

Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25), investidores passaram a reavaliar suas posições diante do novo cenário político. Entre as principais preocupações do mercado estão a condução da política fiscal, o crescimento da dívida pública e as perspectivas para a inflação e os juros. A expectativa em relação à equipe econômica e às medidas que serão adotadas pelo governo também influencia o comportamento dos ativos.

A alta do dólar pode pressionar os preços de produtos importados e de insumos utilizados pela indústria brasileira. Caso persista, o movimento pode dificultar a desaceleração da inflação e limitar o espaço para eventuais reduções da taxa básica de juros. A disparada dos juros futuros, por sua vez, indica que os investidores passaram a exigir remuneração maior para assumir riscos associados ao cenário econômico do país.

Mercado segue volátil

A movimentação desta segunda-feira representa uma reação imediata às novas expectativas políticas e econômicas. O comportamento dos ativos nos próximos pregões dependerá, entre outros fatores, dos sinais emitidos pelo governo sobre a condução da economia, do compromisso com o equilíbrio fiscal e das perspectivas para a dívida pública.

Os valores de dólar, Bolsa e juros citados nesta reportagem correspondem às atualizações feitas durante a manhã e podem mudar ao longo do pregão. Não representam, portanto, o fechamento definitivo do mercado.

O mercado financeiro brasileiro enfrentou forte turbulência nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais. O dólar comercial chegou a R$ 5,60 durante a manhã, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 16% e acionou o mecanismo de interrupção temporária das negociações, conhecido como circuit breaker, ao atingir queda de 10%.

Dólar sobe 12,5% e oscila de forma intensa

A moeda norte-americana registrou valorização de aproximadamente 12,5% em relação ao fechamento anterior, de R$ 4,98. Na abertura do mercado, o dólar já havia subido 8,65%, alcançando R$ 5,42. As cotações oscilaram durante toda a manhã, em meio à reação dos investidores ao resultado do pleito.

B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020

Na Bolsa de Valores, a queda de 10% do Ibovespa levou a B3 a suspender as negociações por 30 minutos. Foi o primeiro acionamento do mecanismo desde março de 2020, quando os mercados globais registraram fortes perdas em meio à pandemia de Covid-19.

No mercado futuro, o índice chegou a recuar cerca de 19%, aos 168 mil pontos, conforme atualização divulgada durante a manhã. Os números refletem a intensidade da reação dos investidores e podem mudar com a retomada das operações.

Tesouro cancela leilões de títulos públicos

A instabilidade levou o Tesouro Nacional a cancelar os leilões de títulos públicos previstos para terça-feira (27) e quinta-feira (29). Foram suspensas as ofertas de títulos prefixados e de papéis vinculados à inflação. O leilão de títulos atrelados à taxa Selic, previsto para terça-feira, foi mantido.

A decisão ocorreu em um cenário de forte volatilidade, no qual as condições de mercado dificultam a definição de taxas consideradas adequadas para a emissão dos papéis.

Os juros futuros também dispararam durante a manhã. Contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram avanços de até 260 pontos-base, o que reflete o aumento da percepção de risco e a preocupação dos investidores com a trajetória das contas públicas.

Incerteza sobre a política econômica

Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25), investidores passaram a reavaliar suas posições diante do novo cenário político. Entre as principais preocupações do mercado estão a condução da política fiscal, o crescimento da dívida pública e as perspectivas para a inflação e os juros. A expectativa em relação à equipe econômica e às medidas que serão adotadas pelo governo também influencia o comportamento dos ativos.

A alta do dólar pode pressionar os preços de produtos importados e de insumos utilizados pela indústria brasileira. Caso persista, o movimento pode dificultar a desaceleração da inflação e limitar o espaço para eventuais reduções da taxa básica de juros. A disparada dos juros futuros, por sua vez, indica que os investidores passaram a exigir remuneração maior para assumir riscos associados ao cenário econômico do país.

Mercado segue volátil

A movimentação desta segunda-feira representa uma reação imediata às novas expectativas políticas e econômicas. O comportamento dos ativos nos próximos pregões dependerá, entre outros fatores, dos sinais emitidos pelo governo sobre a condução da economia, do compromisso com o equilíbrio fiscal e das perspectivas para a dívida pública.

Os valores de dólar, Bolsa e juros citados nesta reportagem correspondem às atualizações feitas durante a manhã e podem mudar ao longo do pregão. Não representam, portanto, o fechamento definitivo do mercado.

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