--:--
--:--
  • cover
    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Sameer Shrestha / Anadolu via AFP)

Número de mortos nas cheias que atingiram o Nepal e a China ultrapassa mil pessoas

O balanço de vítimas das enchentes e deslizamentos que atingiram a região dos Himalaias ultrapassou a marca de mil mortos nesta terça‑feira (1º). Autoridades locais e equipes de emergência trabalham em operações de busca e salvamento, enquanto comunidades permanecem isoladas pela destruição de estradas e pontes.

Segundo a Agência Nepalesa de Gestão de Catástrofes, foram contabilizados 987 mortos no Nepal e 3.916 pessoas seguem desaparecidas, entre as quais 583 estrangeiros. Autoridades chinesas confirmaram 16 mortes no Tibete, totalizando ao menos 1.003 óbitos nos dois países. Equipes de resgate utilizam helicópteros para acessar áreas inacessíveis por via terrestre.

Origem e dinâmica do desastre

A tragédia teve início em 26 de agosto, quando uma sequência de eventos em altitudes elevadas provocou o colapso de rochas próximo a uma geleira. Imagens de satélite analisadas por especialistas indicam que o deslizamento envolveu grande volume de rocha e gelo.

O impacto das rochas foi estimado com força equivalente a um evento sísmico de magnitude 5,2. O desabamento gerou uma massa de lama, gelo e água que desceu pelos rios da região, formando uma onda que arrasou casas, edifícios e infraestruturas viárias a jusante.

Operações de resgate e situação dos trabalhadores

Até o momento, as autoridades nepalesas informaram que 11.814 pessoas foram resgatadas. As buscas concentram‑se também em projetos hidrelétricos atingidos: há pelo menos 900 trabalhadores desaparecidos em 12 empreendimentos afetados pelas enxurradas, e estimativas indicam que cerca de 500 operários podem estar presos em túneis subterrâneos soterrados.

Equipes de emergência enfrentam dificuldades logísticas devido à destruição de estradas e pontes, o que tem obrigado o uso intensivo de transporte aéreo e de equipamentos especializados para remoção de escombros e acesso a áreas remotas.

Impacto internacional e acompanhamento diplomático

O desastre afetou centenas de estrangeiros. O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa confirmou que três cidadãos portugueses estão desaparecidos no Nepal e outro no Tibete. Autoridades diplomáticas de diversos países acompanham as buscas e prestam assistência consular às famílias.

Organizações humanitárias e governos regionais monitoram a evolução das operações e avaliam a necessidade de apoio internacional adicional para socorro, abrigo e reconstrução das infraestruturas danificadas.

Consequências imediatas e perspectivas

Além do número de mortos e desaparecidos, a destruição de infraestrutura de transporte e de instalações hidrelétricas compromete o acesso a serviços básicos e a logística de socorro. Especialistas em geologia e clima alertam para o risco de novos deslizamentos em áreas instáveis, o que pode dificultar as operações e ampliar o impacto sobre populações ribeirinhas.

Autoridades locais informaram que as buscas e o atendimento às comunidades isoladas prosseguem, com prioridade para retirada de sobreviventes, atendimento médico e avaliação dos danos. Não há, até o momento, previsão oficial sobre o encerramento das operações de busca nem estimativa consolidada dos prejuízos materiais.

Compartilhe