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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Imagem gerada por IA

Santa Catarina lança plano de contingência para enfrentar impactos do El Niño em 2026

Santa Catarina passou a contar com um plano de contingência para orientar a atuação do Estado diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño ao longo de 2026. O documento, coordenado pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, reúne procedimentos de prevenção, resposta e recuperação em situações que possam atingir diferentes regiões catarinenses.

A partir desta semana, o plano será entregue a autoridades e entidades e também ficará disponível para consulta da população. A proposta é integrar os órgãos envolvidos em uma eventual emergência, com responsabilidades definidas e comunicação coordenada entre Defesa Civil, forças de segurança, secretarias estaduais, municípios, concessionárias e instituições de apoio.

Cenários previstos

O planejamento considera diferentes tipos de ocorrências relacionadas às condições climáticas. Entre os cenários estão enchentes, inundações, enxurradas, alagamentos, vendavais, tempestades, granizo e tornados. O documento também contempla períodos de estiagem e seca, incêndios florestais e problemas no abastecimento de água e energia. Impactos sobre rodovias, pontes e sistemas de comunicação também fazem parte do escopo.

Além dos danos diretos, o plano prevê consequências posteriores, como interrupções de serviços essenciais, problemas de saúde pública, deslocamento de famílias, acidentes com produtos perigosos e prejuízos à produção agropecuária. Animais que necessitem de atendimento ou deslocamento também estão incluídos nas ações.

Estrutura de resposta

A estratégia foi dividida em quatro níveis de mobilização:

  • Verde: normalidade, com monitoramento e medidas de preparação.
  • Amarelo: vigilância ampliada e maior integração entre equipes diante do aumento dos riscos.
  • Laranja: operações regionais, com mobilização de equipes e estruturas para áreas específicas.
  • Vermelho: operação estadual, acionada em situações de grande proporção, quando a capacidade de resposta municipal ou regional não for suficiente.

A coordenação das informações será feita por estruturas como o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres, a Sala de Estado, a Sala de Situação, o Comitê de Gestão de Crise e o Sistema de Comando em Operações.

Atendimento à população

Em caso de emergência, o atendimento às pessoas afetadas será prioridade. O plano prevê resgates, assistência emergencial, instalação de abrigos, distribuição de donativos e apoio às famílias que precisarem deixar suas casas. Também estão previstas ações para recuperar serviços essenciais, como energia, água, estradas e comunicações.

A área da saúde terá papel central no atendimento de feridos, na prevenção de doenças e no acompanhamento de possíveis surtos após enchentes ou períodos prolongados de estiagem. Agricultores e municípios poderão receber suporte técnico e operacional para minimizar impactos na produção rural e organizar abrigos.

Comunicação e orientação

O plano estabelece uma estratégia de comunicação para divulgação de alertas e orientações oficiais. A população deverá acompanhar informações da Defesa Civil e das prefeituras sobre riscos, áreas afetadas e medidas de segurança. Em situações de risco, será fundamental respeitar orientações de evacuação e evitar áreas alagadas ou interditadas.

Após os eventos, haverá avaliação das ações realizadas, levantamento de danos e registro das medidas adotadas, com o objetivo de aperfeiçoar a resposta em futuras situações.

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