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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Reprodução

Santa Catarina lidera ranking nacional de menor taxa de mortes violentas

Santa Catarina alcançou em 2025 a liderança nacional entre os estados com a menor taxa de mortes violentas intencionais do país. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontou índice de 7,6 mortes para cada 100 mil habitantes. O resultado coloca o estado à frente de São Paulo, que historicamente ocupava a primeira posição nesse indicador.

Desde 2014, São Paulo liderava o ranking das menores taxas de mortes violentas, mas neste ano ficou em segundo lugar, com 7,8 casos por 100 mil habitantes. Ambos os estados apresentaram redução em relação a 2024. Em Santa Catarina, a taxa caiu de 8,6 para 7,6, enquanto em São Paulo passou de 8,2 para 7,8.

O desempenho catarinense reflete uma trajetória de queda consistente nos últimos anos. Em 2021, o estado atingiu pela primeira vez índice inferior a 10 mortes por 100 mil habitantes, com taxa de 9,7. São Paulo havia alcançado esse patamar em 2018, quando registrou 9,6.

De acordo com David Marques, gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, fatores como características territoriais e estratégias de segurança adotadas no estado ajudam a explicar o resultado. “Se pegarmos as edições do anuário, sempre vamos encontrar esses dois estados [SP e SC] entre as menores taxas de mortes violentas intencionais”, afirmou. Para o especialista, a experiência catarinense pode servir de referência para outras unidades da federação.

Na outra ponta do levantamento, o Amapá permanece como o estado mais violento do Brasil pelo segundo ano consecutivo. Apesar da redução de aproximadamente 6% em relação ao ano anterior, a taxa caiu de 45,2 para 42,5 mortes por 100 mil habitantes. A Bahia aparece em segundo lugar, com queda de 40,7 para 36,8, e o Ceará em terceiro, passando de 37,5 para 34,7.

O anuário mostra ainda que 19 estados, além do Distrito Federal, registraram queda nas taxas de mortes violentas entre 2024 e 2025. Em contrapartida, sete estados apresentaram aumento nos índices no mesmo período.

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