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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
(foto: divulgação/TJSC)

Tribunal do Júri condena dois homens a mais de 61 anos de prisão por assassinato em São Cristóvão do Sul

Após mais de 20 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da comarca de Curitibanos condenou dois homens a penas que, somadas, ultrapassam 61 anos de prisão pelo assassinato de um homem em situação de rua, ocorrido em fevereiro de 2025 em São Cristóvão do Sul. Além da pena em regime fechado, os réus deverão pagar R$ 110 mil em indenização por danos morais aos herdeiros da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os acusados atraíram a vítima para uma área rural sob o pretexto de ajudá-la, mas o objetivo era assassiná-la e utilizar o corpo para simular a morte de um dos envolvidos. A intenção era criar uma narrativa falsa para enganar familiares e autoridades. Após o homicídio, o corpo foi colocado dentro de um veículo e incendiado às margens da BR-470, numa tentativa de dificultar a identificação e comprometer as investigações.

As apurações revelaram que os réus montaram uma farsa complexa para sustentar a versão de que um deles havia sido sequestrado, torturado e morto. A encenação incluiu vídeos, mensagens de ameaça, uso de identidades falsas e até a amputação de um dedo para dar credibilidade à história.

O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e mediante meio insidioso. Os jurados também condenaram os acusados pelos crimes de destruição de cadáver e fraude processual. Um dos réus recebeu pena de 32 anos e três meses de prisão, enquanto o outro foi condenado a 29 anos e 14 dias. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado, embora a decisão ainda seja passível de recurso.

O julgamento, considerado um dos mais complexos e de maior repercussão da comarca de Curitibanos, começou na manhã de quarta-feira (1º), foi interrompido perto da meia-noite e retomado na manhã seguinte, encerrando-se por volta das 16h de quinta-feira (2). O caso atraiu familiares, estudantes e moradores da região, além de mobilizar as forças de segurança durante toda a investigação, que desvendou uma das farsas criminais mais elaboradas já registradas no estado.

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