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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (28) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passarão a ser classificados como organizações terroristas estrangeiras. A decisão integra a estratégia de segurança do governo do presidente Donald Trump voltada à América Latina e ao combate ao narcotráfico internacional.

Segundo o governo norte-americano, os grupos já haviam sido designados como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e, a partir do dia 5 de junho, também serão oficialmente enquadrados como “Organizações Terroristas Estrangeiras” — categoria com implicações jurídicas e diplomáticas mais amplas.

Em comunicado, autoridades dos EUA descreveram o PCC e o CV como organizações com atuação internacional, envolvidas em tráfico de drogas, ataques violentos e expansão de operações para outros países da América Latina e para o território norte-americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o governo continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para combater organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.

Estratégia mais ampla na América Latina

A medida faz parte de uma estratégia divulgada pelo governo Trump desde 2025. Documentos oficiais do Departamento de Defesa dos EUA apontam a intenção de ampliar a presença militar e de segurança no Hemisfério Ocidental. Entre os objetivos declarados estão a intensificação do combate aos cartéis de drogas, o reforço da vigilância marítima e fronteiriça, o combate à imigração ilegal, a ampliação da influência norte-americana na América Latina e a contenção do avanço econômico e político da China na região.

O governo dos EUA também sinalizou que poderá realizar ações diretas contra organizações classificadas como narcoterroristas em qualquer parte das Américas, caso considere necessário para proteger interesses de segurança nacional.

Reação do governo brasileiro

Nos bastidores, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentavam evitar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. A preocupação do Palácio do Planalto era de que a decisão abrisse espaço para ações mais duras por parte dos EUA, incluindo possíveis operações internacionais sob justificativa de combate ao terrorismo.

Especialistas em segurança pública avaliam que a legislação brasileira já possui mecanismos para o combate às organizações criminosas, com penas consideradas mais severas do que algumas previstas na legislação antiterrorismo vigente no país.

Consequências da nova classificação

Com a nova designação, integrantes e colaboradores das facções passam a estar sujeitos a sanções financeiras, bloqueio de bens e restrições internacionais mais rigorosas. A medida também amplia os mecanismos de cooperação entre agências internacionais de segurança e inteligência no combate ao tráfico de drogas e a crimes transnacionais associados às organizações brasileiras.

A classificação como organização terrorista estrangeira é uma das designações mais graves previstas pela legislação norte-americana e pode impactar transações financeiras, vistos e acordos de extradição envolvendo pessoas com vínculos comprovados aos grupos.

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