Na noite desta quarta-feira, 4 de março de 2026, a Câmara de Vereadores de Santa Cecília realizou sessão extraordinária para votar o relatório final da comissão processante que investigava o prefeito Carlos Langer por suspeita de participação em esquema de “rachadinha”. Após a leitura do documento em plenário e os debates, os vereadores decidiram arquivar o processo.
O placar final da votação foi de 7 votos favoráveis à cassação do mandato e 4 votos contrários. Como a perda do cargo exige maioria qualificada de dois terços — equivalente a 8 votos favoráveis —, a recomendação da comissão não foi aprovada e a denúncia foi rejeitada.
Os vereadores que votaram contra o relatório — e, portanto, pelo arquivamento do processo — foram Alexandre do Morango, Alessandra Pires, Jaison França e Leonides Gabriel Ribeiro.
O presidente da Câmara, vereador Professor Julio Cesar Farias Couto, comentou o resultado logo após a votação, destacando o cumprimento do rito legal e a importância da transparência no processo. A sessão foi aberta ao público e transmitida ao vivo pela internet, permitindo que moradores acompanhassem os debates e a decisão em tempo real.
Com o arquivamento dessa denúncia específica, a comissão processante encerra essa etapa da investigação. As demais denúncias que motivaram a abertura de processos ainda permanecem em análise pela Câmara, mas este caso concreto foi rejeitado por não atingir os votos necessários para a cassação do mandato.
O processo teve início após o protocolo de três denúncias no Legislativo municipal ao longo de 2025. Após análise inicial pelo setor jurídico, os vereadores aprovaram a instauração das comissões processantes, que conduziram coleta de documentos, análise de provas, depoimentos de testemunhas e oitiva do investigado.
A decisão desta quarta-feira representa o desfecho de uma das apurações mais aguardadas na política local nos últimos meses. A Câmara de Santa Cecília reforçou que todos os procedimentos seguiram rigorosamente as normas legais e regimentais, garantindo ampla defesa e contraditório ao prefeito.