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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Shutterstock– Direitos reservados ao autor.

Santa Catarina confirma 17 casos da gripe K e intensifica vigilância em seis municípios

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) informou nesta semana que acompanha 17 casos confirmados da chamada gripe K em diferentes regiões do estado. A doença, provocada por uma variação genética do vírus influenza A (H3N2), foi registrada pela primeira vez no Brasil no final de 2025. Os casos estão distribuídos em seis municípios catarinenses, o que levou a pasta a intensificar o monitoramento epidemiológico.

Segundo os dados divulgados, Florianópolis concentra 11 casos, enquanto Tubarão (2), Braço do Norte (1), Palhoça (1), São José (1) e São Ludgero (1) também registraram pacientes. A SES destacou que “não necessariamente cada infecção ocorreu no município de residência”, já que o contágio pode ter acontecido em deslocamentos ou viagens. As notificações referem-se a quadros registrados entre novembro e dezembro de 2025.

Apesar da identificação do subclado no estado, a secretaria informou que “não foi identificado aumento de casos ou mudança no perfil da doença”, o que, segundo a pasta, traz tranquilidade à população neste momento.

O que se sabe sobre a gripe K

A gripe K é resultado de uma variação genética do vírus influenza A (H3N2). Não se trata de um vírus totalmente novo, mas de um subclado já conhecido internacionalmente. De acordo com a SES, não há evidências de que a gripe K provoque quadros mais graves do que outras cepas sazonais da influenza A, mantendo sintomas típicos como febre, dor no corpo, tosse e cansaço.

A experiência internacional, no entanto, indica maior impacto entre grupos vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com comorbidades e puérperas. Esses fatores justificam, segundo a secretaria, a intensificação das ações de prevenção e assistência.

O Ministério da Saúde observa que a principal novidade relacionada ao subclado K pode ser uma circulação mais intensa e antecipada, o que tende a elevar o número de internações. Há ainda uma preocupação teórica sobre possível escape parcial da imunidade conferida por vacinas ou infecções anteriores, embora isso siga em estudo.

Orientações de prevenção

As medidas de proteção recomendadas são as mesmas aplicadas para outras doenças respiratórias: evitar aglomerações, usar máscara em locais com circulação do vírus, manter a higiene das mãos e evitar contato com pessoas doentes. A vacinação contra a gripe continua sendo indicada, pois protege contra outros tipos de influenza ainda em circulação.

Em casos de sintomas gripais com agravamento, como febre alta ou dificuldade respiratória, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

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